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Atualizado às: 10 de novembro, 2007 - 22h06 GMT (20h06 Brasília)
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Saída para Irã é 'diplomática', dizem Bush e Merkel
Bush fala em entrevista com Merkel em segundo plano
Guarda Revolucionária é a maior força militar do Irã
O presidente americano, George W. Bush, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram neste sábado que concordam com uma saída "diplomática" para o impasse nuclear envolvendo o Irã.

Entretanto, ressaltaram que uma nova rodada de sanções poderia ser imposta se o país não abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.

Após uma reunião com a chanceler alemã em seu rancho em Crawford, no Texas, o presidente Bush disse que Estados Unidos e Alemanha estão de acordo em "resolver este assunto importante de maneira diplomática".

Em seguida, Bush explicou seu ponto de vista: "É provável que consigamos isto na medida em que os Estados Unidos, a Alemanha e outras nações colaborarem para enviar uma mensagem firme e comum aos iranianos, que é: o mundo livre não acha que vocês devem possuir a capacidade de fabricar armas nucleares".

E acrescentou: "isto significa que eles (os iranianos) permanecerão isolados".

Sanções

As declarações foram feitas em meio a negociações entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e depois de meses de retórica inflamada que já suscitou temores de um enfrentamento entre Teerã e os países ocidentais.

Um relatório da AIEA a ser publicado em meados deste mês deverá atestar se o país realizou ou não concessões em relação ao seu programa nuclear, que Washington acusa de ter finalidade militar. O Irã nega, e diz que suas instalações nucleares têm finalidade civil.

A chanceler Angela Merkel afirmou que, dependendo das conclusões do relatório, uma terceira rodada de sanções da ONU contra Teerã poderia ser adotada.

Ela acrescentou que a Alemanha pode "examinar mais de perto os atuais laços comerciais" entre os dois países, e "trabalhar junto com a comunidade empresarial" alemã para reduzir o envolvimento bilateral.

Mas o repórter da BBC em Washington Adam Brookes disse que a Alemanha ainda está relutante em impor ao Irã sanções econômicas rigorosas, como as que os Estados Unidos colocaram no fim do mês passado contra bancos iranianos.

No início deste mês, a Alemanha e os países do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha – concordaram em elaborar uma resolução que pode ampliar sanções em vigor desde dezembro de 2006 e março deste ano, caso o parecer da AIEA sobre o Irã seja negativo.

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