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Atualizado às: 24 de outubro, 2007 - 12h41 GMT (10h41 Brasília)
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Tire suas dúvidas sobre as eleições argentinas
Homem passa por cartazes das candidatas Elisa Carrió e Cristina Fernández de Kirchner em Buenos Aires
Cristina Fernández de Kirchner (no cartaz à direita) lidera pesquisas, seguida por Elisa Carrió (D)
Os eleitores argentinos vão às urnas no próximo domingo, 28 de outubro, para escolher, entre 14 candidatos, aquele que vai comandar o país pelos próximos quatro anos.

A votação também vai renovar parte do Congresso, ao eleger 24 senadores e 130 deputados federais e ainda nove governadores e cerca de 300 deputados provinciais.

Saiba mais detalhes sobre a votação.

Como funciona a eleição para presidente da Argentina?

O dia 28 de outubro marca o primeiro turno da votação para presidente. O código eleitoral prevê que se, nesta fase, um candidato receber mais de 45% do total de votos ou obtiver 40% dos votos com uma diferença de dez pontos acima do segundo colocado, ele será eleito, sem necessidade de um segundo turno.

A campanha eleitoral termina nesta quinta-feira, dia 25, e a votação ocorre no domingo até as 18h (hora local, 19h em Brasília).

Ainda não há data para um eventual segundo turno, mas ele não pode passar de 10 de dezembro, quando termina o mandato do atual presidente, Néstor Kirchner.

Quais são os principais candidatos na disputa?

Quatro candidatos tomaram a liderança na corrida eleitoral: a atual primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, a deputada Elisa Carrió, o ex-ministro da Economia do atual governo Roberto Lavagna, e o ex-ministro da Defesa e da Economia Ricardo López Murphy.

Entre os demais presidenciáveis, estão nomes de algum peso, como Alberto Rodríguez Saá, irmão de Adolfo Rodríguez Saá, que governou a Argentina por uma semana durante a crise de 2001.

Como está a corrida eleitoral?

A candidata Cristina Fernández de Kirchner vem liderando as pesquisas de opinião durante toda a campanha.

No último fim de semana, ela estava à frente em 11 levantamentos divulgados pelos principais jornais do país, com uma vantagem que variava entre 13 e 32 pontos percentuais sobre a segunda colocada, Elisa Carrió.

A maioria das pesquisas também mostra Cristina com mais de 40% das intenções de voto, o que dá a ela boas chances de vencer já no primeiro turno.

O ex-ministro Roberto Lavagna ainda tenta disputar a vaga em um possível segundo turno com Carrió.

As últimas pesquisas também indicaram uma subida de Rodríguez Saá, que tiraria o quarto lugar de López Murphy.

Quais as questões que podem definir a eleição?

O aumento repetido dos preços dos produtos da cesta básica, ao longo dos últimos meses, fez os argentinos voltarem a temer o fantasma da hiperinflação.

Para tentar combater o problema, o presidente Kirchner fez negociações com supermercados e produtores. Mas, segundo analistas, a inflação alta é inevitável em uma economia como a da Argentina, que cresce a um ritmo anual de 8%.

Além disso, há suspeitas de que o governo tenha manipulado dados oficiais sobre a inflação, o que o presidente nega.

Por outro lado, Kirchner obteve conquistas que podem ajudar a candidatura da primeira-dama, como o pagamento da dívida externa, o impulso do crescimento, o superávit fiscal e a redução do desemprego.

Outro tema que ganhou força na campanha foi a violência. O debate se acirrou na última semana, quando três policiais foram mortos a tiros e punhaladas, em um prédio da Secretaria de Segurança da província de Buenos Aires.

Mas apesar das discussões, a campanha presidencial também está sendo marcada pelo que alguns analistas dizem ser a "mais forte" apatia desde o retorno da democracia, em 1983.

Segundo pesquisa da consultoria Poliarquía publicada no jornal La Nación, sete de cada dez eleitores não estão interessados na corrida eleitoral e não têm curiosidade sobre os assuntos políticos.

Para a oposição, essa situação na reta final da campanha pode favorecer a candidata Cristina Kirchner.

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