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Morte de policiais vira tema eleitoral na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A morte de três policiais, nesta sexta-feira, agitou a campanha eleitoral e comove a Argentina, a nove dias das eleições presidenciais. Os policiais – um sargento e dois oficiais - foram mortos a tiros e punhaladas, no prédio da central de comunicações da Secretaria de Segurança da província de Buenos Aires. O prédio está numa área afastada do centro de La Plata, capital da província, que fica a cerca de uma hora e meia da capital do país, Buenos Aires. O caso, como informaram os jornais La Nación e Ambito Financiero, em suas edições online, provocou “comoção política”. “Comoção política pelo assassinato dos três policiais”, escreveram. O governo da província de Buenos Aires informou que não houve roubo, de acordo com o Canal 13, contribuindo para a tese da conspiração. Esta província é a maior do país, representando cerca de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e aproximadamente 40% do eleitorado argentino. 'Ajuste de contas' Voz rouca, o presidente argentino Néstor Kirchner reagiu vinculando as mortes ao pleito, que será realizado domingo próximo, dia 28. “Isso não foi casualidade, a tão poucos dias das eleições”, disse, diante das câmeras de televisão. “Pode ter a ver com ajuste de contas ou com os processos que estamos levando adiante contra os crimes da ditadura”. Kirchner acrescentou: “Isso me comoveu profundamente”. A primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, também comentou a morte dos três policiais. “Não vão conseguir que a gente desista”, declarou, num palanque de campanha. A presidenciável da oposição Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, chamou as mortes de “fato brutal”. O também candidato Ricardo López Murphy, da chapa Recrear-PRO, disse: “É muito grave que o presidente Kirchner tenha tentado vincular esse caso grave à oposição do país”. Kirchner afirmou que pesquisadores de opinião foram ameaçados de morte e responsabilizou a “impotência” de alguns opositores que não vão bem nos levantamentos de opinião, como reproduziu o Ambito. Para o analista político Eduardo Van der Kooy, do jornal Clarín, os três crimes incluiram, na campanha, a preocupação da sociedade argentina com a insegurança pública. “Até aqui o principal assunto era a inflação, mas agora também a insegurança”, disse. Os policiais mortos são Ricardo Torres Barbosa, de 26 anos, Alejandro Ruben Vatalaro, de 27 anos, e Pedro Germán Díaz, de 45 anos. |
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