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Atualizado às: 19 de setembro, 2007 - 20h55 GMT (17h55 Brasília)
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Lavagna defende modelo econômico diferente do Brasil

Roberto Lavagna, candidato à Presidência da Argentina
Lavagna estaria atrás de Cristina Kirchner nas intenções de voto
O candidato à Presidência argentina Roberto Lavagna, da coalizão Uma Nação Avançada (UNA), defendeu nesta quarta-feira em Buenos Aires que a Argentina adote um modelo econômico "diferente" do Brasil.

"O modelo brasileiro pode ser bom para o Brasil, mas eu prefiro outra proposta para a economia argentina", disse.

"Para a Argentina, dólar alto, como é hoje, taxas de juros baixas e maior produtividade para gerar mais empregos. Eu também entendo que o consumo é a locomotiva da economia."

Como outros candidatos, incluindo Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, Lavagna afirmou que o Brasil é "um sócio estratégico" para o país.

Alerta

Ex-ministro da Economia dos governos de Eduardo Duhalde (2002-2003) e Néstor Kirchner (nos primeiros dois anos da atual gestão presidencial, 2003-2005), Lavagna disse que o modelo econômico que implementou começou a ser abandonado por Kirchner a partir do ano passado.

"E se não tiverem cuidado com o gasto público, a inflação e os investimentos, a Argentina voltará a viver turbulências econômicas em 2008 ou em 2009", afirmou.

Dependendo da pesquisa de opinião, Lavagna teria hoje cerca de 15% dos votos e estaria em segundo ou terceiro lugar na corrida eleitoral. O pleito está marcado para 28 de outubro.

Segundo diferentes levantamentos, a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, teria cerca de 40% dos votos e venceria no primeiro turno.

Mas Lavagna, como Carrió, duvida das pesquisas de opinião e da legitimidade do pleito. "É bom prevenir e ter a presença de observadores internacionais", disse.

Na opinião do ex-ministro, a eleição na província de Córdoba, uma das principais do país, mostrou que podem ocorrer fraudes.

"Metodologia"

Lavagna afirma que, em diferentes eleições estaduais, o governo "adotou" a "metodologia" de divulgar pesquisas favoráveis a seus candidatos, desestimulando o trabalho dos fiscais dos partidos.

Em muitos casos, as pesquisas se equivocaram e o resultado da eleição foi diferente aos levantamentos.

"As pesquisas de opinião viraram mecanismo de ação política, e não de termômetro do que pensam os eleitores", afirmou.

Para Lavagna, o último dado real sobre o apoio a Kirchner, e a Cristina, foi a eleição legislativa de 2005.

"Era o melhor momento do governo, e ele teve 38% dos votos. Este resultado leva automaticamente ao segundo turno das próximas eleições presidenciais."

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