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Lavagna defende modelo econômico diferente do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato à Presidência argentina Roberto Lavagna, da coalizão Uma Nação Avançada (UNA), defendeu nesta quarta-feira em Buenos Aires que a Argentina adote um modelo econômico "diferente" do Brasil. "O modelo brasileiro pode ser bom para o Brasil, mas eu prefiro outra proposta para a economia argentina", disse. "Para a Argentina, dólar alto, como é hoje, taxas de juros baixas e maior produtividade para gerar mais empregos. Eu também entendo que o consumo é a locomotiva da economia." Como outros candidatos, incluindo Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, Lavagna afirmou que o Brasil é "um sócio estratégico" para o país. Alerta Ex-ministro da Economia dos governos de Eduardo Duhalde (2002-2003) e Néstor Kirchner (nos primeiros dois anos da atual gestão presidencial, 2003-2005), Lavagna disse que o modelo econômico que implementou começou a ser abandonado por Kirchner a partir do ano passado. "E se não tiverem cuidado com o gasto público, a inflação e os investimentos, a Argentina voltará a viver turbulências econômicas em 2008 ou em 2009", afirmou. Dependendo da pesquisa de opinião, Lavagna teria hoje cerca de 15% dos votos e estaria em segundo ou terceiro lugar na corrida eleitoral. O pleito está marcado para 28 de outubro. Segundo diferentes levantamentos, a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, teria cerca de 40% dos votos e venceria no primeiro turno. Mas Lavagna, como Carrió, duvida das pesquisas de opinião e da legitimidade do pleito. "É bom prevenir e ter a presença de observadores internacionais", disse. Na opinião do ex-ministro, a eleição na província de Córdoba, uma das principais do país, mostrou que podem ocorrer fraudes. "Metodologia" Lavagna afirma que, em diferentes eleições estaduais, o governo "adotou" a "metodologia" de divulgar pesquisas favoráveis a seus candidatos, desestimulando o trabalho dos fiscais dos partidos. Em muitos casos, as pesquisas se equivocaram e o resultado da eleição foi diferente aos levantamentos. "As pesquisas de opinião viraram mecanismo de ação política, e não de termômetro do que pensam os eleitores", afirmou. Para Lavagna, o último dado real sobre o apoio a Kirchner, e a Cristina, foi a eleição legislativa de 2005. "Era o melhor momento do governo, e ele teve 38% dos votos. Este resultado leva automaticamente ao segundo turno das próximas eleições presidenciais." |
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