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'Brasil é principal sócio da Argentina', diz Cristina Kirchner | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dia antes de desembarcar em Brasília, onde se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, a candidata à Presidência argentina, Cristina Fernández de Kirchner, disse que “o Brasil é o principal sócio da Argentina”. Segundo ela, o Brasil é também o principal parceiro de seu país dentro do Mercosul. “E você acha pouco?”, completou. A primeira-dama e senadora fez estas únicas declarações à imprensa brasileira ao final de um comício que realizou no município de Chivilcoy, na província de Buenos Aires, a duas horas e meia da capital argentina. Pouco antes, Cristina (como ela prefere ser chamada) e o marido, o presidente Néstor Kirchner, inauguraram a fábrica brasileira Paquetá, no mesmo município. A fábrica emprega 600 pessoas, e a meta para 2011 é chegar a 2 mil funcionários, com investimentos de US$ 20 milhões, segundo representantes da empresa. Despedida No comício, próximo à fábrica, Kirchner fez um rápido discurso de despedida e deu a palavra à mulher, favorita para vencer as eleições de 28 de outubro, de acordo com diferentes pesquisas de opinião. “Quero dizer de coração, obrigada e até logo. Estou muito contente, mas vou me fazer de apresentador. Sei que ela não vai gostar. Mas quero chamar a Cristina, que vai ser presidente de todos os argentinos.” Depois de dizer ao presidente, em tom de brincadeira, “te mato”, a candidata discursou, com críticas à oposição. No palanque, acompanhada por outras autoridades do atual governo, ela criticou a oposição: “Muitos diziam que (a recuperação econômica) era só um verãozinho. Mas o tempo mostrou que não”. Mudanças Cristina disse ainda que, na sua gestão, ela pretende “aprofundar” as mudanças realizadas por Kirchner no país, com mais trabalho, saúde e educação – “com mais Argentina”. “Estamos construindo, entre todos, um país diferente”, afirmou. Segundo ela, o objetivo é que os argentinos tenham “mais anos felizes”. A presidenciável recordou a histórica crise econômica de 2001 e a atual expansão econômica – com 50 meses de crescimento recorde. “Voltamos a construir a confiança e a auto-estima dos argentinos. E fizemos isto juntos. E juntos somos invencíveis”, disse. Cristina elogiou a gestão do marido, com quem, disse, os argentinos voltaram a ter “confiança na própria força e nas idéias”. Nesta quarta-feira, Cristina deverá almoçar com o presidente Lula e depois se reunirá com empresários brasileiros com investimentos no país vizinho. |
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