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Atualizado às: 27 de setembro, 2007 - 08h38 GMT (05h38 Brasília)
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Cristina compara o casal Kirchner aos Clinton

Cristina Fernández de Kirchner em Nova York
Cristina diz que tanto ela quanto Hillary enfrentam machismo
A primeira-dama da Argentina, a senadora Cristina Fernández de Kirchner, comparou a si e seu marido, Néstor, ao casal Bill e Hillary Clinton, durante uma palestra realizada nesta quarta-feira em Nova York.

Cristina Kirchner, primeira colocada nas pesquisas para a corrida presidencial do país, disse que tanto ela como a também senadora e candidata presidencial Hillary Clinton são vítimas de machismo.

A senadora contou que deu uma entrevista à revista Time, na qual o repórter perguntou insistentemente qual seria o papel de seu marido, o presidente Néstor Kirchner, em um eventual governo dela. As eleições estão marcadas para 28 de outubro.

"Era uma pergunta insistente, qual seria o papel dele e qual a minha relação com Kirchner. Era uma pergunta insistente, mas o repórter foi sincero, queria saber como vai funcionar a relação entre Bill e Hillary aqui nos Estados Unidos."

A candidata presidencial disse ter achado "engraçado", que o jornalista estivesse "preocupado com o que ele irá fazer'' e acrescentou que a indagação oculta ''um pouco de machismo".

"A mim nunca perguntavam, em 2003 (data do início do mandato de Néstor Kirchner), o que eu iria fazer no governo dele. Tampouco perguntaram o mesmo a Hillary. Eles vão pelo outro lado."

No entender da senadora, muitos acreditam que tanto no caso dela quanto no de Hillary, seus "primeiros-maridos" poderão manipulá-las, caso elas conquistem as presidências de seus países.

Encontros com os Clinton

Hillary Clinton e Cristina Kirchner já se encontraram em duas ocasiões, em 2003 e em 2004. Além de as duas serem casadas com líderes máximos de seus países – o argentino está encerrando seu mandato, e o americano se despediu do poder em 2001 – ambas são advogadas.

Nesta quarta-feira, Cristina se encontrou com Bill Clinton, durante sua participação no evento Clinton Global Initiative, realizado pelo ex-presidente em Nova York.

A senadora voltou a mencionar Bill Clinton em outra passagem da palestra, comparando a gestão de seu marido e a do ex-presidente americano.

"Iniciamos um modelo de administração fiscal que, antes de Bill Clinton, nunca tinha sido organizado por um grupo político como o nosso. Até Bill Clinton, os democratas sempre tiveram fama de serem maus administradores. No entanto, Clinton encerrou o seu segundo mandato com um superávit, que uma administração republicana conseguiu reverter."

Em seguida, temendo um possível mal-estar causado pelo comentário, Cristina comentou, com bom humor: "Não quero me meter na política americana, mesmo porque meu amigo Thomas Shannon (subsecretário de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, que estava na platéia) já está me olhando enviesado", disse, despertando risos dos presentes.

De acordo com a candidata, o "clichê" que ela diz ter vitimado os democratas também acometeu "progressistas", como seu marido. "Na verdade, foram os liberais, que tiveram aulas em Harvard, que provocaram o endividamento fatal da República Argentina", disse.

Continuidade

Ao longo da palestra, organizada pelo Council of the Americas – entidade que promove o livre comércio no continente americano Cristina – destacou os feitos de seu marido, e disse que pretende dar continuidade às conquistas feitas na gestão do atual presidente.

A senadora disse que a economia argentina cresceu por cinco anos seguidos – fato que, segundo ela, nunca havia ocorrido nos 200 anos de história da Argentina.

Ela acrescentou também que o nível de crescimento do país é o maior dos últimos cem anos.

"Faço parte desse espaço político e pude construí-lo junto com o resto dos argentinos. Oferecemos uma concepção, a de que o lucro não é pecado, ganhar dinheiro não é pecaminoso."

Mas ela acrescentou que a atual gestão ofereceu também uma "compreensão" de que o investimento e os ganhos obtidos com o crescimento econômico "precisam chegar ao conjunto da sociedade".

Caráter distinto

No entender da senadora, as particularidades da população argentina constituem um de seus principais potenciais.

"O povo argentino tem características de composição social, classe média e educação altamente qualificadas. Isto, junto com a imigração européia, criou um capital humano fortemente distintivo, que nos coloca numa posição diferente em relação a outras nações latino-americanas."

Ela tornou a falar sobre a suposta unicidade argentina em outro trecho. "Temos um nível extraordinário e distinto de toda a América Latina. Somos o único país da região com três prêmios Nobel na área científica."

De acordo com ela, outra vantagem da Argentina é ser "m país no qual a composição social é um recurso altamente qualificado".

"Além de termos um povo sem problemas de caráter étnico, não há conflitos religiosos ou migratórios na República Argentina", disse Cristina.

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