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Chávez ignora pedido e faz campanha para mulher de Kirchner | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ignorou as recomendações que recebeu das autoridades argentinas e defendeu a candidatura da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner em diferentes ocasiões durante sua viagem à Argentina. "Até as pedras da Argentina e da Venezuela dizem que Cristina será a próxima presidente da Argentina", disse Chávez. "Presidenta", repetiu cada vez que a viu, diante dos microfones, quando ainda faltam mais de dois meses para o pleito marcado para 28 de outubro. Chávez reiterou ainda que a direita até poderia acusá-lo de se meter na campanha eleitoral argentina, mas, destacou, que ele tem certeza da continuidade do modelo atual no país – atualmente liderado pelo presidente Nestor Kirchner. 'Primeiro-cavalheiro' Hugo Chávez passou menos de 24 horas na Argentina. Ao desembarcar na base militar, segunda-feira, ele agradeceu a "coragem" e a "dignidade" da senadora que, na sua opinião, o defendeu em diferentes encontros internacionais. Mais tarde, numa cerimônia oficial na Casa Rosada (sede da Presidência argentina), ele fez o casal Kirchner rir quando voltou a dizer que Cristina será a próxima presidente do País. Horas antes de sua chegada à Buenos Aires, os principais jornais argentinos informaram que Kirchner e outras autoridades de seu governo tinham pedido que ele fosse discreto para não atrapalhar a campanha da primeira-dama. Por isso, ele não realizou comícios, como fez em março passado, por exemplo. Nesta terça-feira, antes de embarcar para Montevidéu, no Uruguai, ele manteve seu estilo, reafirmando que Cristina, como presidente, contará sempre com a ajuda venezuelana. Na Argentina, Chávez assinou a compra de US$ 500 milhões de bônus argentinos e ainda acordos na área energética. Ele voltou a criticar os Estados Unidos em diferentes situações, durante sua passagem pela capital argentina. Disse que o país "mete a mão" na América do Sul e o acusou de "drácula". Pouco depois, o presidente Kirchner e a presidenciável viajaram à província de Tucuman. No palanque, Kirchner disse: "Espero que Cristina me traga aqui como 'primeiro-cavalheiro'". |
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