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Mulher de Kirchner lança candidatura à sucessão do marido nesta quinta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira-dama e senadora argentina Cristina Fernández de Kirchner lança sua candidatura presidencial nesta quinta-feira e é favorita para ser a sucessora do marido, o presidente Néstor Kirchner, segundo diferentes pesquisas de opinião. A capital do país, Buenos Aires, exibe milhares de cartazes com a foto da presidenciável e a frase "El cambio recién empieza" ("As mudanças só estão começando", em tradução livre). A programação oficial prevê que a candidata do governo à Casa Rosada, sede da Presidência da República, será a única a discursar, diante de uma platéia que deverá incluir Kirchner, governadores, prefeitos e parlamentares da base governista. A cerimônia será no Teatro Argentino, em La Plata, capital da província de Buenos Aires e onde a senadora iniciou sua carreira política e conheceu o marido, na universidade, nos anos 70. Mais tarde, o casal se mudou para a província de Santa Cruz, na Patagônia, onde Kirchner foi governador durante 12 anos, antes de ser presidente, e Cristina chegou a senadora do país. Aos 54 anos, advogada, mãe de dois filhos com Kirchner (Máximo e Florencia), Cristina é presidente da comissão de assuntos constitucionais do Senado. 'Banheiro-gate' Mas o lançamento da candidatura da primeira-dama (que ultimamente prefere ser chamada apenas de Cristina, sem o sobrenome do marido) ocorre em uma semana complicada para o governo do presidente Kirchner. Na segunda-feira, a então ministra da Economia, Felisa Miceli, pediu demissão, em meio a um escândalo batizado de "banheiro-gate". Bombeiros encontraram uma bolsa com dinheiro no banheiro do seu gabinete e agora ela deve dar explicações à Justiça Federal argentina. Nesta quinta-feira, o jornal La Nación afirma que a ministra da Defesa, Nilda Garré, também deve dar satisfações à Justiça sobre possíveis irregularidades na exportação de material bélico à empresa de um argentino nos Estados Unidos. "Não tenho nada a esconder", disse Garré. Uma terceira mulher do governo central, a secretária do Meio Ambiente, Romina Picolotti, também está sendo acusada de atos suspeitos, como a contratação de familiares e o uso de jatos particulares, após denúncia publicada no jornal Clarin. 'Senhora de Ninguém' A plataforma de campanha de Cristina inclui mais transparência, mais justiça social e maior defesa das instituições do país. Mas antes mesmo do lançamento de sua candidatura, seus opositores reclamam que ela fez diferentes viagens internacionais, com apoio do atual governo e acompanhada de ministros e outros assessores do marido. "É uma monarquia", acusa uma de suas opositoras, a também presidenciável Elisa Carrió, da Coalizão Cívica. Carrió, presidenciável pela terceira vez, costuma dizer que a Argentina é um país das mulheres "de" algum político. A candidata cita como exemplos outras ex-primeiras-damas que também fizeram carreira política: Evita Perón, Isabelita Perón, ex-mulheres do ex-presidente Juan Domingo Perón, e Hilda Chiche de Duhalde, esposa do ex-presidente Eduardo Duhalde. "Eu sou a única senhora de ninguém", ataca Carrió, em defesa de sua campanha política. Outro presidenciável opositor, o economista Ricardo López Murphy, também ironizou essa tendência argentina. "Quero saber se na cédula de votação ela vai aparecer como 'Cristina' ou 'Cristina Fernández de Kirchner'", provocou. As eleições presidenciais na Argentina estão marcadas para o dia 28 de outubro, e Cristina deve apresentar sua chapa – com o candidato a vice – no dia 28 de agosto, segundo informações oficiais. |
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