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Atualizado às: 11 de julho, 2007 - 16h18 GMT (13h18 Brasília)
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Argentinos enfrentam filas e até 4 horas para abastecer carros

Taxista empurra carro em posto de gasolina argentino
Governo suspendeu venda de gás natural para motoristas
Os postos de gasolina de Buenos Aires amanheceram com filas quilométricas nesta quarta-feira. Alguns motoristas chegaram a esperar até quatro horas para abastecer o carro.

As filas estão concentradas nos postos da Petrobras e da Repsol-YPF que anunciaram na terça-feira a venda de gasolina pelo preço do gás natural para taxistas, pequenos fretes e para os "remíseros" (os táxis sem taxímetro, mas com preço pré-estabelecido).

O governo do presidente Néstor Kirchner decidiu de forma urgente suspender a venda de gás natural para automóveis em todo o país para tentar evitar o desabastecimento nas casas.

Como paliativo, os postos da Petrobras e da Repsol-YPF ofereceram gasolina com preço reduzido para motoristas que dirigem veículos movidos a gás natural. A venda está limitada a 40 litros por motorista por dia. Os motoristas tiveram de preencher um cadastro.

A Argentina enfrenta uma crise de escassez de energia. O país depende principalmente do gás natural – que representa mais de 50% da energia consumida tanto em casas, indústrias e automóveis.

Segundo dados oficiais, 93,1% dos carros particulares são movidos a gás natural. O diesel, outra importante fonte para veículos, também está em falta.

Temor de protestos

Indústrias e outros grandes consumidores já sofrem com a escassez de gás, eletricidade e diesel.

Em discurso para investidores, na Bolsa de Comércio de Buenos Aires, na terça-feira, o presidente Kirchner disse: "A Argentina vai continuar crescendo por um longo período, apesar dos que estão por aí com a teoria do colapso e da crise energética."

O governo tem feito malabarismo para não permitir apagões nas casas, ruas e avenidas, já que os argentinos são conhecidos pela rapidez com que realizam protestos – uma das preocupações permanente dos governos, mas especialmente agora, neste ano de eleições presidenciais.

A crise energética está deixando o governo sem alternativas, como alertam diferentes analistas do setor.

O Brasil continua aumentando a venda extra de energia elétrica ao país vizinho, através da estação de Garabi (RS). Até semana passada, segundo a imprensa argentina, eram enviadas cerca de 800 megawats por dia. Nesta semana, o fornecimento subiu 930 megawatts, mas a ajuda ainda tem sido insuficiente.

Nos últimos dias, Kirchner já responsabilizou empresários, pela falta de investimentos antes mesmo da sua gestão e disse, em encontro do Mercosul, que esse é um problema regional e não nacional.

Nesta quarta-feira, a maior parte da cidade turística de Bariloche, na província de Rio Negro, sofreu um apagão devido a uma falha na empresa de energia local.

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