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Presidente do Paraguai pede a Lula revisão do tratado de Itaipu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a revisão do tratado de Itaipu. "Mais cedo do que tarde temos que buscar um grande acordo social, não somente político para começar revisar os termos do tratado de Itaipu", afirmou Duarte em discurso ao lado do presidente brasileiro. Embora o assunto esteja sempre presente na imprensa paraguaia e até mesmo em alguns discursos do presidente, o pleito nunca havia sido feito em público diretamente ao governo brasileiro. O presidente paraguaio quer uma revisão "buscando maior justiça e eqüidade, permitindo uma melhor distribuição dos ingressos da hidrelétrica em uma verdadeira empresa que dê benefícios econômicos e gere o desenvolvimento dos nossos povos". Negação sutil O presidente Lula negou o pedido de forma sutil no discurso de quase meia hora que fez em seguida. Ele disse que preferia ver a economia do Paraguai crescendo e utilizando toda a energia de Itaipu a que tem direito, e buscando parceiros para construir outras hidrelétricas. "Em vez de ficar discutindo e ideologizando Itaipu, vamos precisar construir outras usinas, porque o Paraguai vai crescer e vai precisar de mais energia", afirmou Lula. Depois, ao ser questionado por uma jornalista paraguaia se concordava com a revisão, o presidente foi mais direto. "Já disse aos dois jornais que me entrevistaram (em Brasília, na semana passada), que não estava em cogitação falar sobre o tratado", afirmou Lula. O tratado que criou a usina binacional, em 1973, estabelece que ela não deve dar lucro, mas gerar energia a preço de custo para os dois países. O Paraguai tem direito a metade da energia produzida pela hidrelétrica, mas usa apenas 6% e vende o restante ao Brasil. O governo paraguaio gostaria de receber o preço de mercado ou mesmo de ter flexibilidade para vender a energia a outros mercados. O presidente Lula lembrou que o Brasil já atendeu a outro pleito antigo do Paraguai, de reduzir os juros da dívida da usina com o governo brasileiro. De acordo com o governo paraguaio, esta mudança, que ainda está em tramitação no Congresso brasileiro, vai levar a uma economia de US$ 12 bilhões até 2023. Biocombustíveis Os dois governos assinaram 18 acordos de cooperação técnica, nas áreas de biocombustíveis, saúde, agricultura e educação. O presidente Lula participou da abertura de um fórum sobre biocombustíveis que trouxe a Assunção vários empresários brasileiros do setor. "Daqui a 20 anos os biocombustíveis serão uma coisa revolucionária", afirmou Lula no discurso ao lado do presidente paraguaio. "O governo brasileiro fará todo o esforço para que uma parte dos biocombustíveis seja feito no Paraguai." Os dois presidentes também protagonizaram uma "disputa" sobre qual país tem mais pobres. O presidente paraguaio disse que o país, de cinco milhões de habitantes, ainda tem 40% da população na pobreza. "No Brasil tenho 44 milhões de pobres. Seis ou sete vezes mais a população do Paraguai", afirmou o presidente Lula. "Estamos trabalhando com um olho para resolver o problema dos pobres do Brasil e com outro para ajudar os nossos vizinhos", disse o presidente brasileiro. |
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