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Atualizado às: 28 de agosto, 2007 - 02h52 GMT (23h52 Brasília)
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Justiça absolve candidata opositora de Kirchner à Presidência

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e a primeira-dama e candidata à Presidência, Cristina Fernández de Kirchner
A primeira-dama Cristina Kirchner lidera as pesquisas de opinião
A dois meses das eleições presidenciais na Argentina, a Justiça absolveu nesta segunda-feira a candidata da oposição à Presidência, Elisa Carrió, da Coalizão Cívica.

A candidata havia sido denunciada por calúnia e difamação, por ter acusado um empresário do setor de pesca, Héctor Antonio, de envolvimento na morte de outro empresário do ramo, Raúl Espinosa, em 2003, na província de Chubut, na Patagônia.

Segundo Carrió, os dois empresários tinham contribuído para a campanha eleitoral do presidente Néstor Kirchner naquele ano.

"Esse caso envolve política e corrupção", afirmou a candidata antes de sentar no banco dos réus. "A viúva de Espinosa, Lorena, me disse que kirchneristas pediam dinheiro às empresas de pesca para a campanha eleitoral de Kirchner em 2003."

"Financiamento de campanha"

Carrió reiterou suas denúncias diante do juiz, mas disse que não acusava ninguém "pessoalmente".

Seus advogados argumentaram que ela sugeria uma investigação específica para saber se a morte de Espinosa estaria ligada a "financiamento ilegal de campanha".

Nesta segunda-feira, Carrió ouviu a sentença às lágrimas, diante das câmeras das principais emissoras de televisão do país.

"Eu não minto", disse. "Eu só acredito em Deus e na Eucaristia", afirmou, ainda chorando, à saída do Tribunal.

A candidata foi cercada por seguidores que erguiam cartazes contra o governo do presidente Kirchner. "Eu amo o povo", afirmou a presidenciável. "Hoje sou uma mulher, defendendo a verdade. Amanhã, sim, volto a ser candidata a presidente."

No julgamento, os advogados de defesa do empresário Héctor Antonio pediram que Carrió fosse condenada a um ano e seis meses de prisão por "calúnia e difamação".

Alianças políticas

A absolvição da presidenciável ocorreu um dia antes do fim do prazo, nesta terça-feira, para a formação das alianças políticas para as eleições presidenciais de 28 de outubro.

Há expectativa de que Carrió, definida como de centro-esquerda, faça aliança com o presidenciável Ricardo Lopez Murphy, do Recrear, que representa a centro-direita da política argentina. Os dois eram integrantes do partido União Cívica Radical (UCR), até que criaram suas próprias legendas partidárias.

Segundo diferentes pesquisas de opinião, Carrió aparece em segundo ou terceiro lugar, dependendo do levantamento, com cerca de 15% das intenções de voto para ocupar a cadeira presidencial na Casa Rosada.

Em primeiro lugar está a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, com aproximadamente 40% das intenções de voto.

Se os dados forem repetidos nas urnas, pelas regras argentinas, Cristina venceria no primeiro turno do pleito.

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