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Atualizado às: 13 de agosto, 2007 - 22h36 GMT (19h36 Brasília)
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Venezuela não deve explicação no caso da mala, diz ministro
Cláudio Uberti, funcionário argentino demitido no escândalo, e ministro Julio de Vido
Uberti (esq), homem forte de Vido (dir), caiu devido ao escândalo
O ministro do Interior da Venezuela, Pedro Carreño, disse nesta segunda-feira que seu país não deve explicações ao governo argentino sobre o escândalo da mala com quase US$ 800 mil, que ingressou em Buenos Aires a partir de Caracas.

Em coletiva de imprensa em Caracas, Carreño disse que o Estado venezuelano não tem que assumir responsabilidade pelo episódio.

"A responsabilidade penal é individual", disse o ministro.

Na semana passada, o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson tentou entrar na Argentina com uma maleta contendo US$ 800 mil, poucos dias antes de uma visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao país. A mala foi apreendida no aeroporto, em Buenos Aires.

O escândalo provocou a demissão de Cláudio Uberti, um dos homens fortes da equipe do ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido. Uberti estava a bordo do jato particular em que o empresário venezuelano embarcou.

'Ação premeditada'

O ministro venezuelano acusou o episódio de ser uma "ação premeditada" para tentar prejudicar a integração energética sul-americana, já que a maleta foi apreendida no dia 4 de agosto, mas o caso só veio à tona dois dias depois, depois que Chávez chegou à Argentina.

"Cremos que existem ações premeditadas para tentar manchar ou não reconhecer o avanço em matéria de integração, de cooperação e de seguridade energética que se implementa com a Venezuela e com o resto dos países do hemisfério sul."

Em nota divulgada pela estatal petroleira PDVSA na semana passada, o governo venezuelano prometeu investigar a origem do dinheiro. A Venezuela tem um regime de controle cambiário que obriga seus cidadãos a declarar somas maiores que US$ 10 mil.

Além de Cláudio Uberti e de Guido Antonini Wilson, estavam no mesmo vôo uma funcionária da órgão estatal presidido por Uberti, o presidente da empresa estatal argentina ENARSA, Exequiel Espinosa, e quatro funcionários da PDVSA.

Segundo a imprensa argentina, Antonini Wilson chegou a tentar subornar os empregados da alfândega. Após ser questionado, ele foi libertado e embarcou para o Uruguai, deixando a mala de dólares em posse das autoridades da Argentina.

Ministro Julio de Vido e presidente argentino, Néstor KirchnerMala de dinheiro
Escândalo derruba assessor do presidente argentino.
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