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Disputa por segundo lugar acirra eleição na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A 11 dias das eleições presidenciais na Argentina, a disputa que mais esquenta a campanha é a pelo segundo lugar, atrás da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, que, de acordo com pesquisas de opinião, lidera as intenções de voto para o próximo dia 28 de outubro. Na terça-feira, quatro dos 13 candidatos declararam em diferentes programas de rádio e televisão que chegarão em segundo lugar e têm esperanças de disputar o segundo turno, em 25 de novembro, com a candidata do governo. "Já estamos em segundo lugar e vamos disputar o segundo turno", declarou a presidenciável opositora Elisa Carrió, da Coalizão Cívica. "Nós é que estamos em segundo lugar", discordou o candidato Roberto Lavagna, da coalizão UNA (Uma Nação Avançada), ex-ministro da Economia do atual governo do presidente Néstor Kirchner. "Não é nada disso. Estamos percorrendo o país e vendo de perto que, na maioria dos Estados, estamos em segundo e, em alguns, marcamos o terceiro lugar", afirmou, por sua vez, Alberto Rodríguez Saá, da Frejuli (Frente Justicialista). O ex-ministro da Economia do governo do ex-presidente Fernando de la Rúa, Ricardo López Murphy, também afirmou que pode chegar em segundo na disputa. "O governo vai ganhar essa eleição, mas ainda tenho esperança de que disputaremos o segundo turno", declarou. Estratégia Nos quatro casos, os candidatos opositores ao governo Kirchner insistem na estratégia de criticar o aumento da inflação. Rodríguez Saá fez um comício, no fim de semana, em que mostrou um saco de batata e reclamou da alta do preço do produto. Dias antes, Lavagna fez campanha mostrando uma batata para as câmeras de televisão, e também condenando a política econômica do governo. Na terça-feira, o ex-ministro foi ainda mais direto: "A candidata do governo não sabe nada de economia". O presidenciável afirmou ainda que o governo está "armando" para que Carrió apareça em segundo lugar nas pesquisas de opinião. "Existe uma opção de direita, que o governo está tentando impor como alternativa", atacou. Enfoque Com a disputa pelo segundo lugar, a campanha dos candidatos mudou de enfoque. Além de se concentrar nos ataques à primeira-dama, eles agora também alvejam seus concorrentes imediatos pela segunda posição no pleito. Pelas pesquisas de opinião, como as das consultorias Graciela Römer e Associados, Nova Maioria e Hugo Haime, Cristina teria mais de 40% dos votos, superando a segunda colocada, que seria Carrió, em mais de 20%. Se os dados forem confirmados nas urnas, a primeira-dama venceria o pleito no primeiro turno, já que a Constituição argentina determina que para sair vitorioso o candidato deve ter mais de 40% da votação e pelo menos 10 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado ou 45% do total dos votos. Segundo dados de outras empresas de pesquisa, como Ricardo Rouvier e a Universidade Aberta Interamericana, Carrió está em segundo lugar com uma possível votação que iria de 11% a 17% dos votos válidos. Lavagna estaria em terceiro e Rodrigues Sáa, em quarto. Mas o analista político Jorge Giacobbe afirma que os três candidatos "estão técnicamente empatados". Segundo Giacobbe, a diferença entre eles é mínima e muitos eleitores deixaram para decidir em quem votar na última hora. |
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