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Atualizado às: 17 de outubro, 2007 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
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Disputa por segundo lugar acirra eleição na Argentina

Cartaz de campanha eleitoral na Argentina
Quatro candidatos se consideram na disputa pelo segundo lugar
A 11 dias das eleições presidenciais na Argentina, a disputa que mais esquenta a campanha é a pelo segundo lugar, atrás da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, que, de acordo com pesquisas de opinião, lidera as intenções de voto para o próximo dia 28 de outubro.

Na terça-feira, quatro dos 13 candidatos declararam em diferentes programas de rádio e televisão que chegarão em segundo lugar e têm esperanças de disputar o segundo turno, em 25 de novembro, com a candidata do governo.

"Já estamos em segundo lugar e vamos disputar o segundo turno", declarou a presidenciável opositora Elisa Carrió, da Coalizão Cívica.

"Nós é que estamos em segundo lugar", discordou o candidato Roberto Lavagna, da coalizão UNA (Uma Nação Avançada), ex-ministro da Economia do atual governo do presidente Néstor Kirchner.

"Não é nada disso. Estamos percorrendo o país e vendo de perto que, na maioria dos Estados, estamos em segundo e, em alguns, marcamos o terceiro lugar", afirmou, por sua vez, Alberto Rodríguez Saá, da Frejuli (Frente Justicialista).

O ex-ministro da Economia do governo do ex-presidente Fernando de la Rúa, Ricardo López Murphy, também afirmou que pode chegar em segundo na disputa.

"O governo vai ganhar essa eleição, mas ainda tenho esperança de que disputaremos o segundo turno", declarou.

Estratégia

Nos quatro casos, os candidatos opositores ao governo Kirchner insistem na estratégia de criticar o aumento da inflação.

Rodríguez Saá fez um comício, no fim de semana, em que mostrou um saco de batata e reclamou da alta do preço do produto.

Dias antes, Lavagna fez campanha mostrando uma batata para as câmeras de televisão, e também condenando a política econômica do governo.

Na terça-feira, o ex-ministro foi ainda mais direto: "A candidata do governo não sabe nada de economia".

O presidenciável afirmou ainda que o governo está "armando" para que Carrió apareça em segundo lugar nas pesquisas de opinião. "Existe uma opção de direita, que o governo está tentando impor como alternativa", atacou.

Enfoque

Com a disputa pelo segundo lugar, a campanha dos candidatos mudou de enfoque. Além de se concentrar nos ataques à primeira-dama, eles agora também alvejam seus concorrentes imediatos pela segunda posição no pleito.

Pelas pesquisas de opinião, como as das consultorias Graciela Römer e Associados, Nova Maioria e Hugo Haime, Cristina teria mais de 40% dos votos, superando a segunda colocada, que seria Carrió, em mais de 20%.

Se os dados forem confirmados nas urnas, a primeira-dama venceria o pleito no primeiro turno, já que a Constituição argentina determina que para sair vitorioso o candidato deve ter mais de 40% da votação e pelo menos 10 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado ou 45% do total dos votos.

Segundo dados de outras empresas de pesquisa, como Ricardo Rouvier e a Universidade Aberta Interamericana, Carrió está em segundo lugar com uma possível votação que iria de 11% a 17% dos votos válidos.

Lavagna estaria em terceiro e Rodrigues Sáa, em quarto. Mas o analista político Jorge Giacobbe afirma que os três candidatos "estão técnicamente empatados".

Segundo Giacobbe, a diferença entre eles é mínima e muitos eleitores deixaram para decidir em quem votar na última hora.

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