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Candidatos apelam ao inusitado em reta final na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina, no próximo domingo, os candidatos que aparecem atrás nas pesquisas apelam a iniciativas inusitadas para tentar conquistar o voto do eleitor. O presidenciável Alberto Rodríguez Saá, da coalizão Frejuli (Frente Justicialista), publicou na edição de domingo do jornal La Nación uma carta à própria mãe para marcar o Dia das Mães na Argentina. "Querida Teté, hoje é um dia muito especial para você e por isso decidi deixar estas linhas para registrar meu amor e agradecimento profundo", diz o texto em uma página inteira do jornal. "No ano que vem, se Deus quiser, vou te lembrar desta carta, já não só como teu filho, mas também como presidente da República da Argentina." No texto, Rodríguez Saá cita o carinho e a educação que diz ter recebido da mãe e regras que diz ter aprendido, como a de não mentir. Avestruz Rodríguez Saá não é o único a usar formas incomuns de propaganda na esperança de conquistar os votos dos argentinos, em uma eleição marcada pela carência de paixão política. O ex-ministro da Economia do governo do presidente Néstor Kirchner, Roberto Lavagna, da coalizão UNA (Uma Nação Avançada), costuma sair às ruas com imagens de avestruz – ave que inspira um dos lemas de sua campanha, "um governo que coloca a cabeça em um buraco para não ver os problemas que o país tem hoje". Até agora, com estes gestos, segundo diferentes pesquisas de opinião, Saá e Lavagna não conseguiram sensibilizar a maioria do eleitorado. Saá, atual governador da província de São Luís, estaria em quarto lugar nos levantamentos de intenção de votos. Lavagna, por sua vez, teria estagnado no terceiro lugar, atrás de Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, e da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, líder nas pesquisas de intenção de voto. No fim de semana, o presidenciável Ricardo López Murphy, da frente Recrear-PRO, vestiu uma camisa amarela, cor de sua coligação, e saiu de bicicleta pelas ruas do bairro onde vive, em Buenos Aires. Nos últimos tempos, López Murphy, ex-ministro da Economia do governo do ex-presidente Fernando de la Rúa, manteve hábitos como assistir a partidas de futebol nos estádios argentinos. Mas nem estes gestos populares serviram para atrair mais eleitores. O ex-ministro caiu de quarto para quinto lugar nas pesquisas, superado nos últimos dias por Rodríguez Saá. |
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