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Juiz processa De la Rúa por mortes em protestos de 2001 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça argentina decidiu abrir um processo contra o ex-presidente Fernando de la Rúa por cinco mortes que ocorreram no dia de sua renúncia, em 20 de dezembro de 2001, nas proximidades da Casa Rosada (sede do governo argentino). A iniciativa foi do juiz federal Claudio Bonadio, que acusou De la Rúa de "homicídio culposo", além de responsabilizá-lo pelos mais de cem feridos nos confrontos entre policiais e manifestantes. Bonadio também embargou os bens do ex-presidente em um valor de 20 milhões de pesos (cerca de R$ 11,5 milhões). As informações foram divulgadas nesta terça-feira pela agência estatal de notícias Telam. De la Rúa governou o país entre dezembro de 1999 e dezembro de 2001, quando deixou a Casa Rosada de helicóptero, dois anos antes de concluir seu mandato. Poucas horas antes, ele e o então ministro da Economia, Domingo Cavallo, tinham determinado o "corralito" (como ficou conhecido o bloqueio dos depósitos bancários que marcou a pior crise política, econômica e social da Argentina, segundo historiadores e analistas políticos). Outros processos Pelas cinco mortes, já foram processados e cumpriram prisão preventiva, entre outros, o ex-secretário de Segurança do governo De la Rúa, Enrique Mathov, e o comandante da Polícia, Rubén Santos.
No total, entre os dias 19 e 20 de dezembro, segundo dados da polícia e da imprensa argentina, ocorreram 33 mortes. Se o processo contra De la Rúa for adiante, o ex-presidente pode acabar preso, mas os advogados de acusação reconhecem que ele ainda poderá recorrer à Camara Federal de Apelações. De acordo com os advogados, a mesma denúncia contra De la Rúa havia sido recusada duas vezes por uma outra juíza, mas há três meses o caso passou para o juiz Claudio Bonadio, que decidiu levar o processo adiante. O ex-presidente já enfrenta outros processos na Justiça argentina, incluindo as acusações de ter contratado empregados para sua casa com dinheiro público e de ter mandado prender manifestantes durante o estado de sítio que decretou, horas antes de renúnciar. Em diferentes ocasiões, De la Rúa afirmou que houve um "complô" contra ele para que terminasse o mandato antes da hora. |
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