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Atualizado às: 18 de maio, 2007 - 02h47 GMT (23h47 Brasília)
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Perfil: Paul Wolfowitz
Paul Wolfowitz
A renúncia à presidência do Banco Mundial é mais um capítulo em uma carreira polêmica
A renúncia de Paul Wolfowitz à presidência do Banco Mundial (Bird) é o capítulo mais recente de uma longa e cada vez mais polêmica carreira.

Wolfowitz foi forçado a deixar o cargo depois de enfrentar protestos devido ao seu envolvimento na promoção e na transferência de sua namorada, que também trabalhava na instituição.

Mas em seu cargo anterior, Wolfowitz também provocou reações extremas. Como subsecretário de Defesa do governo de George W. Bush ele era amplamente visto como um dos principais "falcões" entre os chamados neoconservadores do Partido Republicano.

Um vigoroso defensor da ação militar dos Estados Unidos, Wolfowitz foi um dos principais arquitetos da invsão do Iraque em 2003.

A polêmica que levou à sua renúncia envolve a autorização dada por ele a um substancial aumento de salário e à promoção de sua namorada, Shara Riza, que trabalhava no Banco Mundial.

Wolfowitz disse inicialmente que o Comitê Executivo do banco havia concordado com o novo salário de Riza. No entanto, isso foi negado por membros da diretoria, e Wolfowitz foi obrigado a se desculpar pela maneira como agiu no episódio.

Campanha contra corrupção

O escândalo ocorreu ao mesmo tempo em que Wolfowitz já enfrentava críticas por uma campanha de combate à corrupção que levou à suspensão da ajuda a alguns países.

Ao assumir a presidência do Banco Mundial, em 2005, ele prometeu combater a corrupção nos governos de certos países que recebiam ajuda da instituição.

Alguns críticos, no entanto, argumentavam que seus planos impediam que a ajuda chegasse a alguns locais onde era necessária.

Seus adversários também diziam que as denúncias de nepotismo enfrentadas por Wolfowitz davam um ar de hipocrisia à sua campanha de combate à corrupção.

Wolfowitz também enfrentou críticas pelo que alguns funcionários do Banco Mundial consideravam um estilo de administração excessivamente rude.

"Intransigente"

Wolfowitz era conhecido por uma postura intransigente.

Quando era subsecretário de Defesa, logo após os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, Wolfowitz prometeu não apenas que os Estados Unidos iriam caçar os terroristas, mas que iriam "acabar" com Estados que patrocinassem ou abrigassem militantes.

Wolfowitz também era inflexível em sua oposição à compra de equipamentos para as Forças Armadas americanas provenientes de nações consideradas hostis aos Estados Unidos.

Em 2001, ele ordenou a destruição de 600 mil boinas fabricadas na China que seriam usadas pelas tropas americanas.

O episódio ocorreu em um momento tenso nas relações entre os Estados Unidos e a China, após a colisão em pleno vôo entre um avião espião americano e um caça chinês.

Bush pai

Wolfowitz também participou do governo do pai do atual presidente, George Bush, entre 1989 e 1993. Na época, foi subsecretário de política de defesa do então secretário de Defesa e atual vice-presidente, Dick Cheney.

Durante esse período, Wolfowitz esteve no centro de um governo que tinha o desafio de reformular sua estratégia militar com o fim da Guerra Fria.

Sua equipe também teve um papel importante na coordenação e na revisão da estratégia americana na Guerra do Golfo.

Wolfowitz esteve ainda envolvido na criação da estratégia de defesa regional dos Estados Unidos e em duas iniciativas presidenciais que resultaram em grandes reduções nos arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia.

Embaixador na Indonésia

Wolfowitz entrou no governo americano em 1966, mas sua carreira começou a florescer durante o governo de Ronald Reagan.

Em 1983, ele foi nomeado secretário-assistente de Estado para a Ásia e o Pacífico.

Três anos depois, assumiu como embaixador americano na Indonésia - o país com a quarta maior população do mundo e com o maior número de muçulmanos.

Antes disso, Wolfowitz havia passado dois anos no Departamento de Estado, como responsável pela equipe de planejamento político.

De 1977 a 1980, foi vice-secretário assistente de Defesa para programas regionais, cargo no qual ajudou a estabelecer o que mais tarde se tornaria o comando central das Forças Armadas americanas.

Wolfowitz também se dedicou a uma carreira paralela como professor. Ele lecionou em Yale de 1970 a 1973 e depois se transferiu para a Johns Hopkins University, na qual foi reitor e professor de Relações Internacionais durante o governo de Bill Clinton.

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