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Atualizado às: 17 de maio, 2007 - 03h11 GMT (00h11 Brasília)
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Banco Mundial adia novamente decisão sobre Wolfowitz
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz
Wolfowitz vem resistindo à pressão para que renuncie ao cargo
O Comitê Executivo do Banco Mundial (Bird) volta a se reunir nesta quinta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, para discutir o futuro do presidente da instituição, Paul Wolfowitz.

Wolfowitz enfrenta pressões para renunciar ao cargo desde que veio à tona seu envolvimento na promoção e na transferência de sua namorada, que trabalhava no Bird até setembro de 2005.

A namorada de Wolfowitz, Shaha Riza, foi transferida para o Departamento de Estado americano pouco após ele assumir a presidência do Bird.

Com a transferência, ela teria recebido um elevado aumento, de US$ 61 mil, e teria passado a receber um salário anual de mais de US$ 193 mil.

Na segunda-feira, um painel especial de executivos do banco concluiu que Wolfowitz violou as normas da instituição.

Renúncia

Em uma declaração ao comitê, Wolfowitz disse que estava lutando para preservar sua honestidade e integridade.

Na reunião de terça-feira, Wolfowitz já havia dito que não deveria ser forçado a renunciar e afirmado que a decisão do Comitê Executivo do banco - que é formado por 24 membros e tem o poder de demitir o presidente - afetaria a maneira como os Estados Unidos e o mundo vêem o Banco Mundial.

O advogado de Wolfowitz, Robert Bennett, disse nesta quarta-feira que, se quiser se livrar de seu cliente, o Comitê Executivo terá de votar por sua demissão.

"Wolfowitz não vai renunciar", afirmou Bennett, segundo a agência de notícias Reuters.

As declarações do advogado foram feitas depois de relatos de que Wolfowitz estaria tentando negociar os termos de sua renúncia.

Segundo esses relatos, não confirmados, Wolfowitz queria que o comitê concordasse em aceitar uma parcela da culpa pelo escândalo.

Na terça-feira, Wolfowitz havia argumentado duante a reunião com o comitê que o aconselhamento que recebeu do banco a respeito do possível conflito de interesses no episódio envolvendo sua namorada não foi claro.

Oposição

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, afirmou nesta quarta-feira que era necessário "encontrar uma maneira de manter a integridade da instituição" depois do escândalo.

Esse comentário foi considerado por analistas um sinal de que o apoio a Wolfowitz manifestado até agora pelo governo de George W. Bush poderia estar chegando ao fim.

Apesar disso, Snow afirmou que a Casa Branca "tem confiança nele (em Wolfowitz)".

A oposição a Wolfowitz vem crescendo, especialmente na Europa.

"Ele faria um grande favor ao banco e a si próprio se renunciasse", disse a ministra do Desenvolvimento da Alemanha, Heidemarie Wieczorek-Zeul.

Ela sugeriu que Wolfowitz não seria bem-vindo no fórum do Banco Mundial sobre a África, marcado para a próxima segunda-feira, em Berlim.

"Eu não o aconselharia (a participar) caso ele ainda esteja no cargo", afirmou a ministra alemã.

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