|
Escândalo com Wolfowitz ofusca reunião do Bird | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O escândalo envolvendo o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, acabou ofsucando os demais eventos ligados à Reunião de Primavera do FMI e do Banco Mundial, que terminou neste domingo. O chefe do Bird vem sofrendo forte pressão para renunciar devido ao escândalo envolvendo a sua participação na promoção e transferência de sua namorada, que trabalhava na instituição até setembro de 2005. A namorada de Wolfowitz foi transferida para o Departamento de Estado americano pouco após ele assumir a presidência. Com a transferência, ela teria recebido um polpudo aumento, de US$ 61 mil, elevando o seu salário anual para mais de US$ 193 mil. Durante o encontro do FMI e do Bird, a associação de funcionários do Banco Mundial pediu a renúncia de Wolfowitz e a diretoria do órgão criticou sua atuação no episódio. O presidente do Bird foi até vaiado por funcionários do órgão no saguão da instituição, mas tem dito que não tem a intenção de renunciar. Ideólogo de Bush Ex-vice-secretário de Defesa americano, Wolfowitz foi um dos ideólogos do governo do presidente George W. Bush e um dos arquitetos da guerra do Iraque. Sua gestão à frente do Bird tem sido marcada pela ênfase em programas de transparência política e de combate à corrupção. Durante uma entrevista coletiva realizada neste domingo, ele disse acreditar na ''missão da organização'' e julga ''ser capaz de implantá-la''. Ele foi também indagado se não achava uma hipocrisia o fato de pregar programas anticorrupção enquanto permanece à frente do cargo, mas afirmou que não ''iria comentar sobre a premissa da questão''. A diretoria do Bird, formada por 24 membros, está discutindo o episódio envolvendo a namorada de Wolfowitz e deve comunicar uma decisão relativa ao tema nos próximos dias. Irreverência O incidente também rendeu episódios irreverentes. Durante a Reunião de Primavera, um falso press release foi colocado em uma das mesas nas quais eram depositados comunicados para jornalistas. O texto traz o logotipo do banco e finge ser um anúncio de emprego para o posto de presidente do Banco Mundial. O comunicado afirma que o cargo já está disponível para ''os interessados que não tenham envolvimento romântico com funcionários do Banco Mundial''. O falso comunicado também faz uma piada com um fato ocorrido no início do ano, quando Paul Wolfowitz foi flagrado por fotógrafos com vistosos furos em suas meias, pouco antes de se calçar, ao sair de uma mesquita na Turquia. O texto diz que os candidatos ao posto devem usar ''trajes apropriados (o uso de meias de qualidade é essencial)''. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Banco Mundial vê redução no índice global de pobreza15 de abril, 2007 | Notícias Wolfowitz diz que não pretende renunciar15 de abril, 2007 | Notícias FMI não fez 'sua lição de casa', afirma Mantega15 abril, 2007 | BBC Report Brasil quer ser sócio pleno do Banco do Sul14 abril, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||