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Atualizado às: 15 de abril, 2007 - 00h39 GMT (21h39 Brasília)
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FMI não fez 'sua lição de casa', afirma Mantega

Guido Mantega (fogo de arquivo)
Mantega diz que FMI tem de reduzir custos
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o ''desequilíbrio financeiro'' vivido atualmente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o órgão não fez ''sua lição de casa, que nossos países fizeram: ajuste fiscal e redução de custos''.

Por conta disso, acrescentou, o fundo ''hoje está na constrangedora situação de fazer este ajuste. Vai ter de vender o ouro, as reservas". O ministro está em Washington, participando da Reunião de Primavera do FMI e do Banco Mundial.

Ele disse ter aconselhado representantes do órgão a reduzir custos e a não cobrar por serviços de assistência técnica, como chegou a ser cogitado por funcionários do fundo.

''Como o fundo vai dar assistência técnica se está desequilibrado? Ele perdeu um pouco da moral'', afirmou.

Quotas

Mantega diz não estar satisfeito com as discussões sobre reformas no fundo, em especial as relativas à ampliação de quotas no FMI para os países em desenvolvimento.

''Não estou satisfeito com a velocidade das mudanças, mesmo porque certos assuntos, como quotas, estão sendo discutidos há uma década. E não saímos do lugar. Avançamos muito pouco. Há um ano, estava aqui e os mesmos temas estavam sendo discutidos'', afirmou.

O Brasil é um dos países latino-americanos que vêm pedindo uma reforma do FMI que ofereça mais votos dentro da instituição para os países em desenvolvimento.

A ministra da Economia argentina, Felisa Miceli, endossou as palavras de Mantega, ao afirmar, neste sábado, que ''tristemente, parece que estamos destinados a uma mudança cosmética que pode ser vendida como um marco de que houve um avanço na legitimidade do fundo''.

Divisão

Segundo Mantega, ''há uma divisão enorme em relação às quotas. Há um grupo que quer manter o status quo. São os países que cresceram menos, mas que querem manter uma participação maior, de quando eles eram importantes economicamente, há 40, 50 anos.''

Em contrapartida, afirma o ministro, ''há os países emergentes, dinâmicos, que cresceram mais e que têm um PIB maior. E que gostariam de ter uma divisão de quotas proporcional à sua importância econômica. A luta é essa.''

Para o titular da Fazenda, ''um país como o nosso, a oitava economia mundial, ter 1% de participação no Fundo Monetário não é certo, evidentemente''.

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