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Atualizado às: 09 de março, 2007 - 19h31 GMT (16h31 Brasília)
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Mantega diz que espera ver juros reais em 5%

O ministro Guido Mantega em foto de arquivo (01/07/2007)
Para ministro, dá para manter crescimento e baixar juros
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em Buenos Aires nesta sexta-feira que espera que as taxas de juros reais da economia brasileira cheguem a 5% anuais.

“A minha expectativa é que o Brasil tenha, ao longo dos anos, uma taxa de juros real, de curto e de longo prazo, compatível com as taxas de juros dos demais países emergentes”, disse. “Portanto, algo como 5% real.”

Atualmente os juros reais - a taxa Selic menos a inflação - estão em 8,6%.

Segundo Mantega, hoje o Brasil possui condições necessárias para que se conquiste esse objetivo, dentro da política de metas inflacionárias fixada no país. Na última reunião do Copom, nesta semana, recordou, a redução dos juros foi de 0,25%, fixando-se em 12,75% anuais.

“Essa redução ocorreu em meio a um período de ligeira turbulência internacional”, enfatizou. “Ou seja, embora o mundo esteja às voltas com algumas dificuldades e alguma turbulência, mesmo assim o Brasil continua na sua trajetória de redução das taxas de juros.”

Para o ministro, existe atualmente a “segurança” de que é possível manter essa trajetória de crescimento econômico e de redução, gradual, das taxas de juros.

“Satisfação”

Mantega disse que é uma “satisfação” para o Brasil ver que a Argentina, seu segundo parceiro comercial, depois dos Estados Unidos, está crescendo a taxas de 8% a 9% por ano. Mas disse que o Brasil “não tem condições” de ter expansão econômica deste patamar.

“O Brasil não tem condições de crescer a 8%, mas tem condições de crescer a 5% de forma sustentada. E esse é nosso objetivo”. Mantega afirmou ainda que em 2007 a economia brasileira já registra crescimento superior a 4%.

Para o ministro, é uma boa notícia para o Brasil que o país vizinho mantenha – pelo quarto ano consecutivo – os atuais índices de crescimento. “Isso vai levar a Argentina a ter melhores condições econômica e social. Significa que a Argentina vai comprar mais produtos brasileiros e vai exportar também produtos para o Brasil”, estimou.

“A nossa integração econômica é cada vez maior e algumas empresas brasileiras transferem investimentos para a Argentina, devido à nossa valorização do câmbio frente à moeda argentina”.

Mantega lembrou que o mesmo, na mão inversa, já ocorreu no passado, quando o peso estava mais valorizado que o real, frente ao dólar.

O ministro viajou a Buenos Aires para participar de reuniões com autoridades da Argentina e falou durante entrevista, no Ministério da Economia, ao lado da ministra Felisa Miceli.

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