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Atualizado às: 16 de maio, 2007 - 04h52 GMT (01h52 Brasília)
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Wolfowitz luta para se manter na presidência do Bird
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz
Futuro de Wolfowitz no banco volta a ser discutido nesta quarta-feira
Em uma reunião do Comitê Executivo do Banco Mundial (Bird) para discutir o seu futuro, o presidente da instituição, Paul Wolfowitz, disse que não deveria ser forçado a renunciar.

Wolfowitz afirmou que a decisão do comitê - formado por 24 membros - afetaria a maneira como os Estados Unidos e o mundo vêem o Banco Mundial.

"Vocês ainda têm a oportunidade de evitar danos de longo prazo resolvendo essa questão de uma maneira justa e imparcial que reconheça que todos nós tentamos fazer o que era certo", disse Wolfowitz.

Na segunda-feira, um painel especial de executivos do banco concluiu que ele violou as normas da instituição ao participar da promoção e da transferência de sua namorada, que trabalhava no Bird até setembro de 2005.

A namorada de Wolfowitz, Shaha Riza, foi transferida para o Departamento de Estado americano pouco após ele assumir a presidência do Bird.

Com a transferência, ela teria recebido um elevado aumento, de US$ 61 mil, e teria passado a receber um salário anual de mais de US$ 193 mil.

O Comitê Executivo, que tem o poder de demitir o presidente, deverá se reunir novamente nesta quarta-feira para discutir o seu futuro.

Casa Branca

Na terça-feira, a Casa Branca afirmou que ainda apóia Wolfowitz, mas disse que todas as opções ainda estão abertas.

"Nós deixamos claro que apoiamos Paul Wolfowitz", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, acrescentando que os interesses do banco também devem ser atendidos.

Depois da reunião do comitê em Washington, o advogado de Wolfowitz, Robert Bennet, disse que ele havia apresentado ao comitê "provas esmagadoras de que agiu o tempo todo no melhor interesse do banco e de boa fé".

Bennett acrescentou que a atuação de seu cliente justificava "o total apoio que ele tem da liderança na Casa Branca".

No entanto, segundo uma fonte européia não identificada citada pela agência de notícias Reuters, os Estados Unidos não conseguiram ganhar o apoio de aliados-chave no G7.

"O Japão estava alinhado com os EUA, mas outros, inclusive o Canadá, se mostraram contrários à permanência de Wolfowitz", disse a fonte.

O presidente do Banco Mundial vem sofrendo fortes pressões para renunciar desde que o episódio veio à tona.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Wolfowitz concordou que "muitos erros foram cometidos" no processo, mas disse que eles não eram tão graves a ponto de justificar sua demissão.

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