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Wolfowitz pede desculpas por promover namorada

Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial
Namorada foi promovida seis meses após chegada de Wolfowitz
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, pediu desculpas por ter se envolvido na transferência e na promoção de sua namorada dentro do banco, quando assumiu a direção do órgão, há dois anos.

''Eu cometi um erro, pelo qual eu peço desculpas'', afirmou o presidente do Banco Mundial, durante um evento realizado na sede do FMI, em Washington nesta quinta-feira, por conta da Conferência de Primavera do FMI e do Banco Mundial.

Ex-vice-secretário de Defesa americano, Wolfowitz, de 63 anos, foi um dos principais ideólogos do governo do presidente George W. Bush e foi uma das peças centrais nas diretrizes para o envolvimento americano no Iraque.

O Comitê Executivo do Bird está avaliando a ação de Wolfowitz no episódio de sua namorada e poderá até mesmo recomendar o seu afastamento.

Conflito de interesses

De acordo com o Wolfowitz, quando assumiu a presidência do Bird, ele levantou o tema de que sua companheira, Shaha Riza, era uma funcionária da casa. Pelas normas do banco, Riza, que atuava no Departamento de Comunicação do Bird, não poderia ter Wolfowitz como seu chefe direto, uma vez que isso caracterizaria conflito de interesses.

O presidente do banco conta ter discutido o assunto repetidas vezes com o Comitê de Ética do banco e afirma que o conselho recomendou que ela fosse promovida e transferida. Em setembro de 2005, seis meses após Wolfowitz assumir o cargo, Riza foi transferida para o Departamento de Estado.

Segundo relatos, mesmo após a transferência, Riza continuou a ser paga pelo Bird e recebeu um aumento de US$ 61 mil (cerca de R$ 125 mil), o que elevou seu salário para US$ 193.590 anuais (cerca de R$ 395 mil). O ordenado superaria até mesmo o da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Boa fé

''Fiz um esforço de boa fé em colocar em prática a minha interpretação deste conselho. E isso foi feito de forma a assumir responsabilidade por um assunto que acredito tinha o potencial de prejudicar a instituição.''

Ele admitiu que ''deveria ter confiado em seus instintos iniciais'' e se mantido aparte das negociações, mas acrescentou: ''Deixe-me também pedir um pouco de compreensão. Não apenas este foi um doloroso dilema pessoal, mas também foi algo com o qual eu tive de lidar quando ainda era novo nesta instituição. Foi uma situação excepcional e sem precedentes.''

Wolfowitz disse que a transferência de Shaha Riza foi uma ação ''involuntária'' e que haveria ''um risco legal'' se isso não fosse feito por meio de ''um acordo mútuo''.

Indagado se teme que o Comitê Executivo do Banco irá recomendar o seu afastamento , Wolfowitz afirmou que ''não irá especular a esse respeito e que o conselho está discutindo o tema neste momento'', mas acrescentou que acatará ''quaisquer medidas que eles tomarem''.

Wolfowitz pediu que seus críticos não confundam o seu passado na administração Bush com a sua atual função. ''Não estou trabalhando para o governo dos Estados Unidos. Acredito profundamente na missão desta instituição e tenho uma grande paixão por ela.''

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