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Atualizado às: 14 de setembro, 2006 - 15h40 GMT (12h40 Brasília)
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Grã-Bretanha nega repasse ao Bird em protesto
Pobreza na África
Secretário britânico criticou exigências econômicas do Bird
A Grã-Bretanha disse que vai reter 50 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 204 milhões) que havia prometido ao Banco Mundial (Bird) em protesto contra as condições estabelecidas pela entidade para concessão de ajuda a países pobres.

O secretário de Desenvolvimento Internacional do governo britânico, Hilary Benn, disse em entrevista à BBC nesta quinta-feira que o país está preocupado com o fato de o Banco interferir na forma como países pobre gerenciam seus problemas.

Benn disse que o Banco Mundial tem o dever de ajudar os mais pobres, apesar da ação dos seus governos.

Como contrapartida para fornecer ajuda financeira, o Bird tem exigido que metas econômicas sejam cumpridas e que o comércio exterior seja mais liberal.

Além disso, o presidente da entidade, Paul Wolfowitz, tem exigido também o compromisso de governos com o combate à corrupção. Países como Chade, Congo, Etiópia e Bangladesh tiveram contratos e empréstimos suspensos em função disso.

Insatisfeito

Benn disse que a Grã-Bretanha está insatisfeita com a falta de progresso na remoção de obstáculos ao financiamento de países pobres.

No ano passado, o país deu US$ 1,3 bilhões (cerca de R$ 5,3 bilhões) ao Banco para ajudar países pobres. Para 2007, foram prometidos mais US$ 50 milhões, sob a condição de que as exigências para empréstimo fossem aliviadas.

Benn disse que o dinheiro só será repassado quando a Grã-Bretanha se sentir satisfeita com as diretrizes do Banco.

“A maior parte das pessoas concorda com o argumento de que se você está invadindo o seu vizinho, se você está oprimindo a sua população ou se você gastando dinheiro de ajuda em outras coisas, nós não devemos apoiar isso, e nós não apoiaremos”, disse Benn.
“A Grã-Bretanha não apóia e nem o Banco Mundial, e nós devemos impor condições nesses casos. Mas em outros assuntos, particularmente política econômica, países em desenvolvimento devem tomar as suas próprias decisões, e eu acredito que essa é uma das formas que podemos aumentar a voz dos países pobres no mundo.”

Organizações de ajuda humanitária como a Christian Aid e a Oxfam têm criticado as exigências do Bird, que, segundo elas, pioram a situação dos países.

De acordo com a Christian Aid, a liberalização do comércio de frangos em Gana, exigida em um programa do Banco Mundial, fez com que milhares de pessoas perdessem emprego, devido à competição de produtos europeus.

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