|
Wolfowitz é confimado à frente do Banco Mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz, um dos arquitetos da guerra no Iraque, foi confirmado nesta quinta-feira como o novo presidente do Banco Mundial (Bird). O Conselho Executivo do banco confirmou o nome de Wolfowitz como décimo presidente do Bird por unanimidade, um dia depois de ele ter recebido o apoio crucial dos países europeus. Após ser nomeado para o cargo, Wolfowitz agradeceu o voto de confiança. "A missão de ajudar os mais pobres do mundo a se livrarem da pobreza é uma nobre missão. Eu acredito profundamente nesta missão." Posse Wolfowitz assume o cargo do banco no dia 1º de junho, substituindo o atual presidente, James Wolfensohn. A indicação de Wolfowitz provocou polêmica, já que ele é considerado um dos membros da chamada linha-dura no governo Bush e não tem experiência anterior na área de desenvolvimento. A preocupação chegou a fazer com que Luxemburgo, atualmente na presidência da União Européia, organizasse uma reunião em Bruxelas 24 horas antes da votação. Depois do encontro, Wolfowitz voltou a insistir que a agenda de desenvolvimento do Banco Mundial continuará a ser prioridade em seu mandato. Tradicionalmente, os Estados Unidos nomeiam o presidente do Banco Mundial enquanto a Europa controla a chefia do FMI – o Fundo Monetário Internacional. Mas a indicação de Wolfowitz pela Casa Branca foi vista por alguns como uma tentativa de dobrar um organismo multilateral às demandas americanas. "Entendo que sou – falando de forma amena – uma figura controversa", disse ele. "Mas espero que ao me conhecer melhor, as pessoas entendam que, realmente, acredito profundamente na missão do banco de aliviar a pobreza." Ele prometeu buscar uma equipe "verdadeiramente multinacional" – mas não prometeu o posto de vice à Europa. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||