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Wolfowitz promete se concentrar em reduzir pobreza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Paul Wolfowitz, indicado para o cargo de presidente do Banco Mundial pelo governo americano, prometeu ser "um servidor público internacional" se confirmado no posto. A indicação de Wolfowitz é controversa, e ele é conhecido como um dos "falcões" mais importantes da equipe do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Em entrevista ao jornal Jakarta Post, da Indonésia, ele disse que não vai usar seu posto para pregar a democracia. Wolfowitz afirmou que muitas pessoas conheciam sua opinião sobre construção de democracia, mas acredita que será "mais efetivo se concentrar nas coisas que levam à redução da pobreza e ao desenvolvimento econômico". Prioridade para África "Esse é um trabalho global com responsabilidades globais e com prioridade especial para a África, porque a África depende muito do Banco, e o Banco tem um enorme papel na África", disse Wolfowitz ao jornal. Ele foi decisivo no processo que levou à guerra no Iraque, e a União Européia (UE) manifestou preocupação com sua indicação para o cargo. Na entrevista, Wolfowitz, que foi embaixador dos Estados Unidos na Indonésia e atualmente é subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, destacou a natureza internacional do Banco Mundial. "Serei presidente de uma organização multinacional com 184 países membros", disse ele ao Jakarta Post. "Estou muito consciente de que tenho que prestar contas a um grupo diferente das pessoas do meu atual emprego. O trabalho do presidente do Banco é formar o consenso mais efetivo possível." A candidatura de Wolfowitz é controversa porque ele é visto como um dos membros do governo Bush mais à direita e um neoconservador. Apesar da controvérsia, é praticamente certo que ele vai assumir a presidência do Banco Mundial devido a um acordo não escrito entre os Estados Unidos e a UE. Esse acordo prevê que a UE escolha o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), e os Estados Unidos, o presidente do Banco Mundial. |
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