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Europeus e ONGs criticam indicado pelos EUA ao Bird | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A indicação do subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, para a Presidência do Banco Mundial foi recebida "com frieza" por governos europeus e organizações não-governamentais. A escolha de Wolfowitz – considerado um dos principais integrantes da "linha-dura" do governo americano – foi anunciada pelo presidente George W. Bush nesta quarta-feira. A ministra do Desenvolvimento da Alemanha, Heidemarie Wieczorek-Zeul, disse "não nutrir grande entusiasmo" por Wolfowitz, e a ministra da mesma pasta na Suécia disse estar "cética" em relação à escolha do presidente Bush. O gabinete do presidente francês, Jacques Chirac, informou à agência Associated Press que havia recebido a notícia da indicação e que "a examinaria no espírito da amizade entre a França e os Estados Unidos e de olho na missão essencial do Banco Mundial a serviço do desenvolvimento". Diversas agências de desenvolvimento e organizações humanitárias criticaram a indicação. Entre elas estão a ONG Amigos da Terra e o grupo Mobilização pela Justiça Global. Eles alegam que o atual subsecretário de Defesa, que foi um dos principais proponentes da guerra do Iraque, carece de experiência em assuntos de desenvolvimento econômico para liderar a instituição, provedora de ajuda financeira para países pobres. Wolfowitz reagiu aos ataques numa entrevista à agência de notícias France Presse: "Eu realmente acredito na missão do banco, que é reduzir a pobreza", afirmou. Apoio Mas também houve reações positivas à nomeação. O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, expressou o seu apoio a Wolfowitz. Segundo a agência de notícias France Presse, Bush telefonou para Koizumi para informá-lo da sua escolha. O Japão é o segundo acionista da instituição, depois dos Estados Unidos. O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, também apoiou a nomeação e descreveu Wolfowitz como uma pessoa "muito distinta". A indicação tem que ser confirmada pelos diretores do Banco, mas, tradicionalmente, o governo americano sempre escolheu seu presidente, enquanto os europeus escolhem o presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na entrevista coletiva em que anunciou a nomeação, Bush defendeu as credencias de Wolfowitz para liderar a instituição. “Ele é um homem que se importa com desenvolvimento, um homem que tem compaixão, que é decente. Ele vai fazer um ótimo trabalho no Banco Mundial”, disse o presidente aos jornalistas, na Casa Branca. Segundo Bush, a experiência de Wolfowitz no Pentágono vai ajudá-lo na presidência do banco. “O Banco Mundial é uma grande organização, o Pentágono é uma grande organização”, afirmou. Wolfowitz deve substituir James Wolfensohn, que deixa o cargo no dia 1º de junho depois de dez anos. Ele não foi apoiado pelo governo americano para continuar no cargo. |
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