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'FT': EUA podem indicar Wolfowitz para chefiar Banco Mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times diz em sua primeira página que um dos mais influentes “falcões” do governo George W. Bush, pode ser o próximo presidente do Banco Mundial. O diário cita fontes do governo americano segundo as quais o subsecretário de Defesa Paul Wolfowitz dos Estados Unidos faz parte de uma reduzida lista de nomes que podem ser indicados para suceder o atual titular do cargo, James Wolfehnson. “A indicação de Wolfowitz, um dos principais arquitetos da guerra no Iraque e ex-embaixador americano na Indonésia, provavelmente seria muito controversa”, diz o jornal. O Financial Times afirma que a indicação poderia ser vetada pela União Européia. Uruguai O jornal Clarín, de Buenos Aires, diz que a posse de Tabaré Vázquez como presidente do Uruguai, nesta terça-feira, marca uma ocasião histórica para o país – a primeira vez em 174 anos que o duopólio entre blancos e colorados é quebrado e a centro-esquerda chega ao comando do governo. “Os desafios para o novo governo serão enormes, condicionados pela dívida externa, que equivale a 106% do PIB”, diz o jornal. Para o britânico The Independent, é simbólico o fato de que a posse de Vázquez contará com a presença de líderes esquerdistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez e Néstor Kirchner. “Nenhum encontro poderia simbolizar melhor o lento deslocamento da América Latina para fora da órbita dos Estados Unidos”, diz o jornal. Em artigo publicado no diário americano Los Angeles Times, os cientistas políticos Michael Shifter e Vinay Jawahar apresentam uma visão bem diferente. Para eles, apesar de seu histórico, “como presidente Vázquez vai quase certamente ser pragmático e moderado, espelhando a evolução da ‘esquerda’ na região na última geração”. Shifter e Jawahar argumentam que no Uruguai e no resto da região o rótulo de “esquerdista” deixou de ser relevante. “Maracanazo” No próprio Uruguai, a posse de Tabaré Vázquez tem que dividir espaço nas páginas dos jornais com o músico Jorge Drexler, que conseguiu o primeiro Oscar do país com uma canção que compôs para o filme Diários da Motocicleta. O El País, de Montevidéu, diz que Drexler “concluiu com sucesso uma jornada feita solitariamente” e critica “o racismo” do diretor da cerimônia do Oscar, que não permitiu que o músico uruguaio cantasse sua própria canção durante o show. Já no Observador o irmão de Jorge Drexler, Diego, compara o Oscar ao Maracanazo - a vitória do Uruguai sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1950. |
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