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Atualizado às: 21 de fevereiro, 2005 - 11h20 GMT (09h20 Brasília)
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Ataques no Iraque atingem nível de sofisticação inédito, diz 'NYT'
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O jornal americano The New York Times desta segunda-feira afirma que os ataques de insurgentes no Iraque para interromper o fornecimento de petróleo, gás e eletricidade chegou a um grau de coordenação e sofisticação nunca visto antes, segundo informações de autoridades iraquianas e americanas.

O novo padrão de ataques mostra que os insurgentes têm um profundo conhecimento da complexa rede de oleodutos, cabos de força e represas da capital iraquiana, Bagdá.

Segundo o jornal, a mudança na característica dos ataques indica que pelo menos algum dos grupos de rebeldes tem um plano sistemático de enfraquecer a capacidade de Bagdá em fornecer serviços básicos para seus habitantes e de impedir o governo de operar.

Segundo uma análise feita por autoridades que estão no país, a escolha dos alvos e a hora dos ataques evoluiu muito nos últimos meses, tirando o foco de alvos econômicos e fazendo um cerco a Bagdá.

De acordo com fonte do Ministério do Interior do Iraque, os ataques têm duas faces. Um dos padrões de sabotagem causa o caos - agrava o descontentamento da população, mostra a ineficiência do governo e prejudica atividades industriais e comerciais. O outro, que envolve os ataques à bomba, seqüestros e assassinatos, está voltado para assinalar a discórdia entre grupos religiosos e étnicos no país.

"E eu acredito que a primeira opção tem maior êxito", diz a fonte ao New York Times.

Constituição européia

Em editorial, o jornal espanhol El País saúda a aprovação pelos espanhóis da adoção de uma Constituição na União Européia como um claro precedente para os outros referendos que serão realizados por outros países-membros do bloco, mas mostra a preocupação em relação à quantidade de pessoas que realmente votou.

"Qualquer efeito dominó que o resultado possa ter (...) será medido pelo comparecimento de 42,4%, o mais baixo de todas as eleições nacionais desde o restabelecimento da democracia", diz o jornal.

O El País atribui o baixo comparecimento ao fato de muitos eleitores não considerarem a Europa como um assunto de interesse direto a eles, "mesmo quando a realidade é totalmente diferente".

O jornal assinala que a vitória foi contundente e que esse será um dado relevante para os outros países que ainda terão o referendo. No entanto, alerta que os governos precisam fazer um esforço especial para mobilizar os eleitores a participarem.

Bush

Sobre a visita do presidente americano George W. Bush à Europa, o jornal francês Le Monde diz que a relação entre os Estados Unidos e a União Européia precisa ser mais balanceada.

"Bush é bem vindo na Europa, contanto que ele concorde com uma relação igual entre as partes e não com uma relação de dependência entre o poder americano e seus vassalos europeus."

Segundo o jornal, o governo americano parece reconhecer "o novo status da Europa" e os 25 países-membros como "válidos interlocutores".

Mas o diário afirma que é difícil acreditar que Bush mudou sua política e ressalta as divergências com relação ao Irã, ao aquecimento global e ao embargo à China.

"Os americanos ainda precisam provar que estão prontos para abrir mão do unilateralismo", diz o jornal, adicionando que os europeus precisam provar que podem sustentar uma união.

O jornal britânico The Guardian também traz uma análise com três razões pelas quais a relação entre os Estados Unidos e a Europa não vai voltar a funcionar.

As questões levantadas pelo jornal recaem sobre o Iraque - França e Alemanha, que não apoiaram a ocupação do país, ainda se recusam a mandar soldados para a região -, o Irã e seu programa nuclar e a China, com o dilema sobre o fim do embargo de venda de armas ao país.

O jornal aponta a China como o principal problema, devido ao seu crescimento econômico e diferentes interesses da União Européia e dos Estados Unidos com relação ao país.

Freira americana

O jornal americano The Washington Post traz uma reportagem sobre a morte da freira Dorothy Stang no Pará. Segundo o diário, foi só a morte da missionária, que lutava contra madeireiros e grileiros da região, que fez com que o governo brasileiro começasse a agir contra a impunidade da área, retomando restrições sobre o desflorestamento e enviando tropas para regiões remotas no norte do Pará.

Ambientalistas receberam as ações com prudência, diz o jornal. "Eles temem que as restrições suscitem mais violência em um conflito que ninguém, nem ativistas, nem madeireiros, nem a polícia, acredita que vai terminar logo."

A população do local também criticou a chegada de soldados à região, caracterizando o ato como "teatro político".

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