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Reformas do governo Lula estão ameaçadas, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário Financial Times afirma nesta quarta-feira que as reformas que o governo brasileiro havia planejado para garantir o crescimento econômico estão ameaçadas. O jornal diz que "ao sofrer uma humilhante derrota na eleição para a liderança da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve a sua capacidade de impor uma agenda de reformas agressiva seriamente reduzida". A reportagem do Financial Times observa que o governo é alvo de exigências de vários partidos da base aliada, que querem ministérios em troca de apoio nas votações das reformas. Além disso, o jornal relata que "o novo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, desafiou vários projetos do governo" e "irritou os líderes do governo com seu discurso exaltado." Bush na Europa O diário francês Le Monde diz que os resultados da cúpula de terça-feira na Otan (aliança militar do Ocidente) permitirão ao presidente americano, George W. Bush "declarar um duplo sucesso diplomático". O diário observa que "todos os 26 países da Otan vão ajudar a treinar as tropas e a polícia do Iraque". “E a aliança continuará a aumentar o seu papel no Afeganistão, o que poderá permitir a Bush anunciar a seus cidadãos que a Otan e não mais a tropas americanas é a responsável pela maior parte dos esforços de estabilização do país." “Os Estados Unidos não pouparam esforços para conseguir este resultado, que permite a eles declarar que há maior apoio da comunidade internacional.” O Le Monde conclui, porém, que o apoio é “relativo”, porque “poucos países estão preparados para enviar instrutores ao Iraque fora da Zona Verde, protegida pelas tropas americanas”. Na Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung, afirma que o encontro da terça-feira pode servir como um recomeço para as relações transatlânticas. O jornal acredita que é chegada a hora de deixar de lado o que afirma ser “tentativas dos Estados Unidos de dividir a Europa”, assim como a “tentação inspirada de pela França” de unir a Europa como um centro de poder contra os americanos. Guerra no Iraque O processo que levou a Grã-Bretanha à guerra do Iraque continua a ser motivo de polêmica nas páginas dos jornais britânicos. Nesta quarta-feira, a capa do diário The Guardian traz reportagem que revela como o governo de Tony Blair acelerou a tomada de decisões para atacar Saddam Hussein. Isso teria sido feito apesar de o procurador-geral britânico, lorde Goldsmith, ter feito advertências de que a ação poderia ser considerada ilegal. O governo britânico, afirma o jornal, convocou uma equipe de advogados para defendê-lo em cortes internacionais caso a legalidade da guerra fosse contestada. A publicação cita um novo livro, Lawless World (“Mundo sem Lei”, em tradução livre), que “mostra como o governo manipulou a justificativa legal para a guerra”. |
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