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Atualizado às: 17 de março, 2005 - 17h30 GMT (14h30 Brasília)
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Wolfowitz procura tranquilizar seus críticos
Paul Wolfowitz
Wolfowitz é considerado um 'linha-dura' do governo americano
Paul Wolfowitz tranquilizou críticos de sua nomeação para a presidência do Banco Mundial dizendo que a instituição estará segura em suas mãos.

"Antes de formar uma idéia, eu preciso ouvir muito. Eu acredito profundamente na missão de desenvolvimento", disse Wolfowitz ao jornal britânico Financial Times.

Ele insistiu que não está buscando mudar as prioridades do banco de reduzir a pobreza.

A indicação do subsecretário de Defesa dos Estados Unidos para a chefia do Banco Mundial foi recebida "com frieza" por governos europeus e organizações não-governamentais.

A escolha de Wolfowitz – considerado um dos principais integrantes da "linha-dura" do governo americano e um dos arquitetos da ofensiva liderada pelos Estados Unidos no Iraque – foi anunciada pelo presidente George W. Bush na quarta-feira.

'Ansioso'

"Eu estou ansioso para me encontrar com os diretores executivos europeus, os ministros da Fazenda e os ministros de Desenvolvimento daqueles países", disse o representante americano ao Financial Times.

"Eu sei que nesta função eu trabalharei para eles como integrantes do Banco. Eu penso que eles vão achar que sou um bom ouvinte, e sei que há muito que tenho que ouvir e entender."

"Pessoas que me conhecem bem de minha experiência com desenvolvimento, como o primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, ou Sri Mulyani, ministro do Desenvolvimento Econômico da Indonésia, são muito positivos. Eu espero que, à medida que outros passem a me conhecer neste campo, vão formar uma opinião semelhante", afirmou Wolfowitz.

O Banco Mundial, que tem 184 membros e tradicionalmente é dirigido por americanos, é responsável por conduzir os esforços globais para promover o desenvolvimento econômico e reduzir a pobreza.

Em um aparente sinal de que o presidente Bush estava ciente de que sua missão poderia causar polêmica, funcionários da Casa Branca revelaram que ele telefonou pessoalmente para vários líderes mundiais para discutir a candidatura de Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial.

O nome de Wolfowitz precisa ser aprovado formalmente pela diretoria executiva do Banco Mundial.

As indicações de americanos à presidência do Banco Mundial não costumam ser contestadas, assim como as indicações européias apra a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas em 2000, os Estados Unidos vetaram a indicação do vice-ministro das Finanças da Alemanha, Caio Koch-Weser, para a chefia do FMI.

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