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Ministros europeus querem questionar Wolfowitz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros de Finanças da União Européia (UE) querem questionar o candidato indicado pelos Estados Unidos para a presidência do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, antes de apoiar a sua nomeação. A indicação do atual subsecretário de Defesa americano foi discutida às margens de uma reunião dos ministros em Bruxelas, na Bélgica. Embora alguns membros da UE já tenham apoiado publicamente a escolha do presidente George W. Bush, os ministros da Áustria, de Luxemburgo e da Alemanha disseram que mais discussões são necessárias para que uma decisão seja tomada em nome do bloco. Os ministros expressaram "preocupações" com a indicação e disseram que querem que Wolfowitz vá a Bruxelas antes que ele seja confirmado no cargo no fim deste mês para que possam lhe perguntar como pretende administrar a instituição. Eles querem que Wolfowitz se posicione sobre o perdão de dívidas externas e outras questões relacionadas ao apoio ao desenvolvimento em países pobres. Tradição Como o maior acionista do Banco Mundial, os Estados Unidos tradicionalmente nomeiam o presidente da instituição. A escolha de Paul Wolfowitz, um dos principais proponentes da guerra do Iraque dentro do governo americano, foi criticada por organizações ativistas como a Action Aid que acreditam que a nomeação é política e tem o objetivo de defender os interesses americanos em países em desenvolvimento. Outros especialistas em desenvolvimento disseram que o candidato não tem as credenciais para presidir o Banco Mundial porque não tem experiência em temas de desenvolvimento. Wolfowitz se defende dos ataques, alegando que está comprometido com a missão do Bird. Os governos da Grã-Bretanha e da Alemanha já apoiaram publicamente a nomeação. |
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