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Bush indica 'linha-dura' para presidir Banco Mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, indicou o vice-secretário de Defesa, Paul Wolfowitz, para a Presidência do Banco Mundial. A indicação tem que ser confirmada pelos diretores do Banco, mas, tradicionalmente, o governo americano, o maior acionista da instituição, sempre escolheu seu presidente, enquanto os europeus escolhem o presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Wolfowitz é considerado um dos principais integrantes da “linha-dura” do governo americano. Junto com seu superior imediato, o secretário de Defesa Donald Rumsfeld, Wolfowitz foi um dos mais ardorosos defensores da guerra no Iraque. Bush disse numa entrevista coletiva na Casa Branca, nesta quarta-feira, que telefonou para líderes dos principais acionistas do banco para explicar sua indicação. “Ele é uma homem que se importa com desenvolvimento, um homem que tem compaixão, que é decente. Ele vai fazer um ótimo trabalho no Banco Mundial”, disse o presidente aos jornalistas, na Casa Branca. Polêmica Bush disse que a experiência de Wolfowitz no Pentágono vai ajudá-lo na presidência do banco. “O Banco Mundial é uma grande organização, o Pentágono é uma grande organização”, afirmou. Wolfowitz vai substituir James Wolfensohn, que deixa o cargo no dia 1º de junho depois de dez anos. Ele não foi apoiado pelo governo americano para continuar no cargo. A escolha de Wolfowitz deve criar polêmica, como já aconteceu desde que seu nome começou a circular como um dos possíveis candidatos, pela sua falta de experiência em organizações de financiamento e desenvolvimento. Como vice-secretário, ele tem sido criticado pela atuação do governo na invasão do Iraque e outras políticas de defesa. |
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