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Atualizado às: 16 de novembro, 2005 - 20h13 GMT (18h13 Brasília)
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Migração pode aumentar PIB mundial em 0,6%, diz Bird

Imigração nos Estados Unidos
Segundo Banco Mundial, migração pode aumentar PIB do mundo
O aumento da força de trabalho em 3% nos países desenvolvidos por meio da migração internacional pode elevar o PIB mundial em 0,6% nos próximos 20 anos, de acordo com um estudo do Banco Mundial sobre o efeito econômico da migração internacional.

"Estes ganhos são muito superiores, por exemplo, aos obtidos com abertura comercial", diz o economista Dilip Rhata, um dos autores do estudo divulgado nesta quarta-feira.

"O estudo diz que esse movimento de pessoas produziria um volume de recursos equivalente a US$ 356 bilhões, dos quais US$ 162 bilhões iriam para os próprios migrantes, US$ 143 bilhões para os países em desenvolvimento e US$ 51 bilhões para os países desenvolvidos.

"A migração traz benefícios significativos. Mas estes benefícios tendem a ser minimizados na discussão política sobre migração", diz Ratha.

Entrada de imigrantes

Ele explica que o estudo analisou os efeitos puramente econômicos do movimento de pessoas, sem levar em conta as resistências que existem hoje em boa parte do países desenvolvidos para permitir a entrada de imigrantes.

Ele rejeita a tese dos que se opõem à imigração de que os novos imigrantes tiram empregos da população local.

"Os estudos mostram que isso não acontece, porque a população local normalmente tem mais capital e se beneficia dos trabalhadores estrangeiros", diz o economista.

O cálculo do Banco Mundial é baseado nos efeitos do movimento migratório dos últimos 30 anos. Entre 1970 e 2000, a parcela da população nascida no exterior nos países desenvolvidos aumentou de 4,3% para 8,3%. Nos países em desenvolvimento, a proporção de imigrantes é muito menor, e mudou pouco: de 1,6% em 1970 para 1,8% em 2000.

O número de imigrantes em todo o mundo é estimado em 200 milhões. Especialistas prevêem que este número deve continuar crescendo para atender à pressão econômica tanto do lado da oferta como da demanda.

"De um lado a oferta aumenta porque muitos países em desenvolvimento tem grande crescimento populacional e não há empregos suficientes. Do outro lado os países mais ricos precisam de novos trabalhadores", afirma Ratha.

Remessas

O efeito mais imediato para os países de origem é o envio de remessas estrangeiras, que este ano foram estimadas em um volume recorde de US$ 232 bilhões.

Desse total, US$ 167 bilhões foram recebidos por países em desenvolvimento. Os que mais recebem recursos de residentes no exterior são Índia (US$ 21,7 bilhões), China (US$ 21,3 bilhões) e México (US$ 18,1 bilhões). O Brasil aparece como 13º, com um volume de US$ 3,6 bilhões.

O estudo do Banco Mundial diz que esses recursos estão se tornando cada vez mais importantes para promover o desenvolvimento de países pobres e para aliviar os efeitos de crise.

Ao contrário do investimentos estrangeiros diretos, que normalmente fogem em épocas de crise econômica, as remessas de trabalhadores têm um efeito contracíclico, já que a imigração aumenta quando as pessoas não encontram emprego no país.

O relatório também destaca que a fluxo migratório não se dá apenas entre os países pobres para os países ricos.

"O movimento migratório entre países da mesma região é tão grande quando a migração para os países desenvolvidos", diz o economista do Banco Mundial.

Na América Latina, por exemplo, o Brasil atrai imigrantes bolivianos, enquanto a Venezuela tem milhões de trabalhadores colombianos e o México recebe trabalhadores de vários países centro-americanos.

O mesmo acontece em outras partes do mundo. A África do Sul é um pólo de atração para outros africanos e a Índia para outros países do sul da Ásia.

Como conseqüência, 30% das remessas se originam em países em desenvolvimento.

O estudo sugere que, para aumentar os benefícios dos movimentos migratórios, países de origem e de destino deveriam negociar acordos para facilitar o trânsito de pessoas e a transferência de recursos.

Neste sentido, o relatório diz que é preciso reduzir os custos de envio de remessas. Em alguns países, o custo pode chegar a 20% do volume transferido.

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