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Presidente do Banco Mundial anuncia renúncia após escândalo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A diretoria do Banco Mundial anunciou nesta quinta-feira que o presidente do banco, Paul Wolfowitz, vai deixar o cargo no final de junho. O chefe do Banco Mundial (Bird) estava sob forte pressão devido ao escândalo envolvendo o aumento salarial e a transferência de sua namorada, Shaha Riza. Ele vai sair da presidência no dia 30 de junho. Wolfowitz negociou os termos para a sua renúncia. O pacote incluiu um reconhecimento por parte do banco de que ele não teve total responsabilidade pelo conflito de interesses representado pelo incidente com sua namorada. Em um comunicado, divulgado nesta quinta-feira, Wolfowitz afirmou estar satisfeito com o fato de a diretoria do órgão ter aceito o que chamou de ''a minha garantia de que eu agi de forma ética e de boa-fé no que julgava ser dos interesses da instituição, inclusive ao proteger os direitos de uma valiosa integrante da equipe''. A diretoria do órgão endossou os comentários do presidente do Bird, mas acrescentou que ''ao mesmo tempo, está claro que uma série de erros foram cometidos por uma série de indivíduos ao lidar com o tema analisado''. Apoio de Bush Nesta semana, até a Casa Branca, que vinha manifestando forte apoio a Wolfowitz, fez críticas à conduta do chefe do Bird no episódio, mas acrescentou que os erros cometidos por ele não justificavam a sua saída do cargo. Nesta quinta, durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente George W. Bush disse ter lamentado que a crise envolvendo o presidente do Bird tivesse chegado a esse ponto, indicando que o governo americano já dava a renúncia como certa. Um painel especial de executivos do banco concluiu que o chefe do Bird violou as normas da instituição ao participar da promoção e da transferência de sua namorada, que trabalhava no órgão até setembro de 2005. Quando assumiu a presidência do órgão, há dois anos, Wolfowitz informou ao banco o seu envolvimento com Riza. Pelas normas da instituição, Riza que atuava no Departamento de Comunicação, não poderia tê-lo como seu chefe direto, uma vez que isso caracterizaria conflito de interesses. O presidente do banco conta ter discutido o assunto repetidas vezes com o Comitê de Ética do banco e afirma que o conselho recomendou que ela fosse promovida e transferida. Em setembro de 2005, seis meses após Wolfowitz assumir o cargo, Riza foi transferida para o Departamento de Estado. Segundo relatos, mesmo após a transferência, Riza continuou a ser paga pelo Bird e recebeu um aumento de US$ 61 mil (cerca de R$ 125 mil), o que elevou seu salário para US$ 193.590 anuais (cerca de R$ 395 mil). O ordenado superaria até mesmo o da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Ex-vice-secretário de Defesa americano, Wolfowitz, de 63 anos, foi um dos principais ideólogos da administração de George W. Bush e um dos articuladores do envolvimento americano no Iraque. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Wolfowitz luta para se manter na presidência do Bird16 de maio, 2007 | Notícias Wolfowitz 'violou as normas' do Bird, dizem diretores15 de maio, 2007 | Notícias Assessor do presidente do Banco Mundial pede demissão07 de maio, 2007 | Notícias Wolfowitz diz que não pretende renunciar15 de abril, 2007 | Notícias Escândalo com Wolfowitz ofusca reunião do Bird15 abril, 2007 | BBC Report Mantega questiona condições morais de Wolfowitz no Bird13 abril, 2007 | BBC Report Wolfowitz pede desculpas por promover namorada 12 abril, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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