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Brasil e Argentina estudam fundo de prevenção contra ataques especulativos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Brasil e Argentina estudam a criação de um fundo de prevenção contra ataques especulativos às suas moedas. Negociadores dos dois países confirmaram reunião no dia 25 de maio para tentar avançar nesta proposta. O objetivo é permitir que os bancos centrais liberem recursos para socorrer o vizinho, no caso de emergência e falta de liquidez. A idéia é baseada na experiência asiática, chamada de iniciativa Chiang Mai, e foi discutida, recentemente, entre os presidentes do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, e da Argentina, Martín Redrado. Atualmente, as equipes técnicas dos dois países analisam como implementar a medida, baseada em contratos de “troca recíproca de câmbio (swap) bilateral”, que permitiria resposta rápida, com a liberação de reservas, no caso de ataques especulativos e desvalorização da moeda (ou, das moedas). O sistema foi usado durante os anos 1990 por diferentes países asiáticos. A iniciativa, ainda existente, inclui China, Japão e Coréia do Sul, entre outros países. A discussão inicial envolve, por enquanto, Brasil e Argentina, mas poderia incluir o Uruguai e outros países da América Latina. O debate ocorre quando tanto Brasil quanto Argentina registram reservas recordes em seus bancos centrais. A autoridade monetária brasileira conta, segundo dados oficiais, com US$ 118.541 bilhões, enquanto a Argentina, em tempos de superávit fiscal também alto, registra US$ 37.433 bilhões. Lula A proposta de criação deste fundo de reservas regional é paralela à discussão sobre o Banco do Sul. O banco seria, principalmente, a base para financiamentos de obras de infra-estrutura na região, a exemplo do brasileiro BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A expectativa é de que o presidente Lula declare seu apoio ao Banco do Sul durante reunião, sexta-feira, com o colega argentino Néstor Kirchner, na residência presidencial de Olivos, na Argentina. Negociadores brasileiros acreditam que neste encontro, sem agenda pré-estabelecida de discussão, Lula deixará claro que o Brasil “não é contra a idéia”, mas que um projeto tão complexo não pode ter pressa – como deseja o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que lidera a sugestão. No encontro de cerca de três horas, Lula e Kirchner também deverão conversar sobre a possibilidade de a Argentina participar mais ativamente do programa de biocombustíveis. Lula desembarca na capital argentina nesta quinta-feira à noite e retorna ao Brasil por volta das 14h30 de sexta-feira. |
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