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América Latina seguirá bem, mas vulnerável, prevê FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a América Latina teve um ''crescimento econômico vigoroso'' em 2006, mas acredita que a região ainda está ''bastante vulnerável a uma desaceleração súbita da economia mundial''. No relatório Perspectivas Econômicas Regionais, relativo à região das Américas, divulgado nesta sexta-feira, o fundo avalia que atualmente a região conta com uma capacidade de resistência a possíveis choques muito maior do que há dez anos. O fundo atribui isso a um avanço nos balanços patrimoniais e nas políticas econômicas adotadas. Mas o relatório conclui que se a América Latina não apostar em avanços na redução dos níveis da dívida pública, flexibilizar orçamentos e taxas de câmbio, fortalecer seus sistemas financeiros e a sua pauta de exportações, seguirá vulnerável a esses choques. A região é, no entender do órgão, sensível a choques no crescimento mundial, nos preços de commodities e nas condições de financiamento. Ligeiro declínio Apesar de os países latino-americanos terem obtido no ano passado seu melhor desempenho econômico desde os anos 70, com um crescimento de 5,2%, o fundo antevê um ligeiro declínio para este ano, na faixa de 4,9%, e de 4,2% para 2008. A queda, segundo o FMI, se deve à desaceleração da economia mundial, redução de preços de commodities e uma pequena queda dos elevados índices de crescimento recentemente desfrutados por diversos países da região. O relatório lembra que um número considerável de nações da região e com perfis econômicos bastante distintos - Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Panamá, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela - cresceram 7% ou até mais no ano passado. O fundo acrescenta que, apesar de o índice brasileiro ter ficado aquém dessas cifras, ''a recente revisão de índices nacionais indicam uma recuperação do crescimento ao longo do ano, com a flexibilização da política monetária, alcançando 4,7% no último trimestre de 2006''. O FMI assinala que o crescimento brasileiro em 2006, de 3,7%, foi ''significativamente mais alto que o de 2005'', que foi de 2,9%. Entre as previsões, está a de que "a inflação deverá permanecer contida em toda a região em 2007, em uma média de aproximadamente 5,5%''. Apesar de a cifra representar um ligeiro aumento em relação à média do ano passado, o fundo acredita que isso se deve a, entre outros fatores, um ligeiro aumento de preços no Brasil e também à elevada inflação que deve ser registrada na Argentina, em Trinidad e Tobago e na Venezuela. O FMI acredita que a desigualdade de renda continua elevada na América Latina, se comparada com outras regiões, mas destaca os progressos nessa área feitos por Brasil, El Salvador, Paraguai e Peru. O fundo também estima que as mais altas taxas de redução da pobreza foram feitas na Argentina e na Venezuela e que Colômbia, Equador e México também tiveram avanços nesse setor. Integração O diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, afirmou na quinta-feira na sede do FMI, em Washington, que um dos grandes desafios da America Latina é aumentar a sua integração à economia mundial. ''Essa seria a melhor cartada da região para acelerar seu crescimento.'' Mas para que isso aconteça, De Rato acredita que é preciso tornar a região mais atrante para investimentos e tornar os mercados locais mais competitivos e abertos. Ele destacou, no entanto, que a esfera latino-americana recebeu notícias promissoras recentemente, como a de que o Brasil e o Peru estão próximos de obter o chamado grau de investimento. A classificação, feita por agências particulares americanas, tende a atrair mais capital para os países que dela desfrutam, uma vez que indica aos investidores internacionais que mercados locais se tornaram mais seguros para investimentos. Na América Latina, México e Chile já têm esta classificação. |
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