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FMI: 'Efeito de desaquecimento nos EUA não deve ser exagerado' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional, o FMI, afirma que a influência da desaceleração da economia americana sobre a economia mundial não deve ser exagerada. Em um dos capítulos do seu relatório Panorama Econômico Mundial divulgado nesta quinta-feira o FMI diz que o efeito dos rumos da economia americana sobre a economia global costuma ser resumida pela expressão ''se os Estados Unidos espirram, o resto do mundo pega o resfriado''. No capítulo, Descarrilando o Trem? Contaminações e Ciclos na Economia Global, o estudo refuta a idéia de que o ''resfriado'' americano tenha contaminado outras economias. O FMI afirma que ''por enquanto, a desaceleração econômica americana teve efeito limitado sobre o crescimento da maior parte das demais economias''. Correções De acordo com o fundo, há uma série de motivos para isso. E muitos deles são fatores de natureza preponderantemente doméstica, como correções nos setores imobiliário e industrial, em vez de fatores que normalmente têm implicações mundiais, como o preço do petróleo ou a queda do mercado de ações. E acrescenta: ''Existe o risco de que correções no mercado imobiliário americano poderão ser mais profundas do que o esperado, e a atual desaceleração poderia se intensificar e provavelmente se espalhar para outros países''. Mas o FMI adverte que ''ainda há motivo de preocupação, por uma série de razões''. ''Primeiramente, reduções de crescimento são indicativas de viradas na atividade econômica. E, como se sabe, viradas cíclicas são difíceis de prever''. Segundo o estudo, o risco de contágio seria mais elevado em países que têm fortes laços com os Estados Unidos, em particular os latino-americanos. De acordo com o estudo, "os efeitos da contaminação parecem particularmente grandes no Brasil e no México". Setor trabalhista Em outro capítulo do estudo, intitulado A Globalização do Trabalho, o FMI afirma que ''nas duas últimas décadas a força de trabalho se tornou cada vez mais globalizada''. O texto acrescenta que ''a integração da China, da Índia e do antigo bloco do Leste Europeu à economia mundial, juntamente com o aumento populacional, fizeram com que a força de trabalho quadruplicasse desde 1980. E ela poderá crescer mais que o dobro até 2050''. Apesar de louvar o crescimento, o FMI afirma ser preciso implantar políticas de redução de custos de mão de obra para os empregadores e ampliar o acesso a educação e treinamento para que trabalhadores possam competir com o ''crescente número de trabalhadores qualificados dos mercados emergentes, especialmente os provenientes da Ásia''. |
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