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Diretor do FMI recorre a Lula para defender fundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, recorreu ao que chamou de ''sabedoria'' do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dizer que o FMI não pode ser culpado pela situação econômica de certos países. ''Eu creio que a sabedoria do sr. Lula ao dizer que o fundo não pode ser culpado por tudo é uma posição boa e inteligente'', afirmou De Rato, durante um evento realizado em Washington, nesta segunda-feira. O diretor-gerente do fundo se refiria a comentários de que países que adotam o receituário do Fundo Monetário Internacional acabam sofrendo efeitos negativos em sua economia. O presidente já afirmou que o Brasil superou a era na qual os políticos nacionais caíam sempre na tentação de atribuir as mazelas econômicas do país às ações do FMI. ''O prefeito joga a culpa no governador, que joga a culpa no presidente, que joga a culpa no FMI. Aí, o FMI joga a culpa na nossa incompetência e começa o círculo vicioso'', disse Lula. Banco do Sul Rodrigo de Rato disse não ver ameaças ao FMI na criação do Banco do Sul, um projeto do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e nem em um fundo monetário voltado para os países asiáticos. ''Sou a favor da integração financeira regional. Creio que é um tema chave para muitas economias emergentes importantes. E, sim, é crucial para a Ásia e, mais ainda, para a América Latina, onde não existe o mesmo grau de integração comercial.'' ''Creio que as instituições multilaterais não deveriam se sentir ameaçadas por acordos regionais.'' Alternativa Hugo Chávez e o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, estão entre os principais articuladores do Banco do Sul. Os dois líderes já disseram que pretendem que a instituição seja uma alternativa sul-americana ao Banco Mundial e ao FMI. A instituição financeira sul-americana deverá contar com Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador. A expectativa é de que ela entre em funcionamento ainda neste semestre, com um capital inicial de US$ 7 bilhões. O projeto asiático, por sua vez, chamado de Iniciativa Chiang Mai, visa que os países-membros da entidade não tenham de recorrer ao fundo no caso de uma crise econômica como a vivida pela região em 1997. Mas Rato também fez ressalvas aos projetos sul-americano e asiático, ao afirmar que ''governos costumam ser muito cautelosos na hora de colocar dinheiro público para contornar a crise de outros países''. |
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