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Comércio mundial deve crescer menos em 2007, diz OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comércio mundial deve crescer 6% neste ano, de acordo com previsões divulgadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira. O índice é inferior aos 8% registrados em 2006. Segundo a OMC, a queda do comércio seria um reflexo da desaceleração da economia mundial, que deve crescer 3% em 2007. A OMC baseia essa projeção em números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ritmo mais lento da economia mundial seria provocado, entre outros fatores, por uma queda na demanda do mercado interno americano, algo que já foi sentido no segundo semestre de 2006 e no começo deste ano. Além disso, segundo a OMC, a economia da Europa também deve ter um crescimento abaixo da média mundial em 2007. Outro risco apontado pela OMC é o aumento das taxas de juros no mundo, devido à inflação e à percepção de risco de investimentos mais altas. Efeito duplo no Brasil As projeções para este ano contrastam com os números do comércio exterior mundial de 2006. O crescimento de 8% no ano passado foi o segundo maior da década, atrás apenas dos 10% de 2004. "A forte performance de 2006 é bem-vinda, particularmente os ganhos feitos pelo mundo em desenvolvimento e pelos países menos desenvolvidos", disse o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, em nota divulgada pela entidade mundial do comércio. "Mas isso precisa ser consolidado. As incertezas que teremos pela frente são um alerta para que nós não percamos vista da necessidade de se reformar a economia mundial." Segundo a OMC, as regiões mais favorecidas em 2006 foram as exportadoras de petróleo, devido ao aumento do preço do produto. Para a Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), o efeito da queda do comércio exterior prevista para 2007 – causada por desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China – deve ser sentido duplamente no Brasil. "Como somos grandes exportadores de commodities, nós sentiríamos duplamente o efeito, tanto na queda das cotações das commodities como também na quantidade exportada", disse à BBC Brasil o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro. Apesar da previsão pessimista para 2007, o setor exportador ainda não teria sofrido desaceleração neste ano. "O mundo já teve três soluços este ano – a queda de commodities em janeiro, a queda da bolsa de Xangai e o problema com o setor imobiliário americano. São sinais de que as coisas não estão caminhando muito bem, mas ainda não houve um impacto significativo no comércio brasileiro." |
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