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Setores privados do Brasil e dos EUA vão negociar Doha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Empresários brasileiros estão procurando um canal de diálogo direto com o setor privado americano para avançar nas negociações da Rodada Doha, informou nesta sexta-feira em São Paulo o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Paulo Skaf. A Rodada Doha, a negociação multilateral realizada dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para reduzir as barreiras comerciais entre os países, está emperrada desde julho do ano passado. Skaf e outros líderes empresariais do Brasil apresentaram suas propostas à representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, em reunião de uma hora em São Paulo. Ela ficou no Brasil para encontros com empresários e diplomatas, depois que a comitiva do governo americano deixou São Paulo, nesta sexta-feira. Empresários brasileiros e americanos vão conversar no próximo mês, quando chega a São Paulo uma comitiva da National Association of Manufacturers (NAM), a maior entidade americana de indústria e comércio, que representa mais de 14 mil empresas em todos os Estados americanos. O presidente da NAM, o ex-governador democrata do Estado americano de Michigan John Engler, chega a São Paulo no dia 9 de abril. Segundo o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Roberto Gianetti da Fonseca, as negociações diretas entre os setores privados são importantes, pois empresários têm melhores condições de ajustar “questões mais específicas” das disputas comerciais do que os governos. Fórmula suíça De acordo com Skaf, a proposta de negociação direta entre os setores privados dos dois países foi bem recebida pela representante de Comércio da Casa Branca. “A representante nos disse que o Brasil tem a responsabilidade de ser a ponte entre os países ricos e o G-20 (grupo de países em desenvolvimento) nas negociações”, disse o presidente da Fiesp. Mais cedo, em entrevista à imprensa ao lado do presidente americano George W. Bush, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia dito que o “Brasil tem a responsabilidade de convencer os mais ricos e os mais pobres”. Na reunião entre Schwab e empresários, os brasileiros apresentaram a proposta conhecida como “fórmula suíça” ou “coeficiente 30”, na qual os países em desenvolvimento se oferecem a reduzir o teto de suas tarifas para produtos industriais dos atuais 35% para cerca de 16%. “Não podemos baixar da fórmula suíça”, disse Skaf. “É importante frisar que isso são só propostas do setor de indústria. É preciso ter uma conversa separada apenas sobre subsídios agrícolas, que também pretendemos discutir com todos.” |
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