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Memorando prevê parceria Brasil-EUA em outros países | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O memorando de entendimento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, estabelece que os dois países vão trabalhar juntos em pesquisas para desenvolver novas tecnologias e promover o uso de biocombustíveis no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países. O documento destaca a importância dos biocombustíveis como "uma força transformadora na região para diversificar o suprimento de energia, estimular a prosperidade econômica, promover o desenvolvimento sustentável e proteger o meio ambiente". Brasil e Estados Unidos se comprometem a trabalhar no âmbito bilateral para o desenvolvimento de novas tecnologias em conjunto, atuar em terceiros países, especialmente na América Central e no Caribe, e desenvolver um mercado mundial de etanol. Para isso, os dois países que produzem 72% do etanol mundial vão trabalhar juntos para o estabelecimento de padrões e normas, primeiro passo para a transformação do combustível em uma commodity internacional. Em comunicado divulgado à imprensa, o Departamento de Estado americano diz que o memorando não menciona mudanças nas barreiras tarifárias dos Estados Unidos. "Esta iniciativa não inclui a discussão do comércio dos Estados Unidos, tarifas ou cotas", afirma o texto. Redução da gasolina A ênfase no uso de biocombustíveis atende ao objetivo, traçado no início deste ano pelo presidente americano George W. Bush, de nos próximos dez anos substituir 20% da gasolina utilizada no país por outros combustíveis para reduzir a dependência do país do petróleo importado. O consumo dos veículos americanos é, em média, bem maior do que os modelos produzidos no Brasil e na maioria dos países europeus. No plano internacional, o governo americano está trabalhando com governos de outros países e empresas privadas para "aumentar a segurança energética estimulando o desenvolvimento através do mercado, transparência, integração e investimentos no setor de energia". Apesar da sobretaxa de R$ 0,30 por litro para o etanol brasileiro exportado para os Estados Unidos, uma medida criada para proteger os produtores americanos de álcool de milho, o acordo deixa claro que os americanos consideram que o etanol de milho tem um uso limitado. "A redução dos custos de produção de biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra e a pressão de preços de ração animal são pontos-chaves para aumentar o uso global dos biocombustíveis", diz o comunicado do Departamento de Estado americano. O presidente George W. Bush destacou a eficiência do etanol de cana-de-açúcar em seu discurso ao lado do presidente Lula na visita ao terminal da Petrobras em Guarulhos (SP). O estímulo à produção na América Central, além de aumentar o volume de combustível disponível na região, tem o objetivo estratégico de reduzir a influência do presidente Hugo Chávez, que tem acordos de fornecimento de petróleo em condições favoráveis com a maior desses países. Embora os Estados Unidos não tenham clima adequado para a produção de cana-de-açúcar, a maioria dos países da região tem. |
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