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Para Lula e Bush, parceria em etanol não é só econômica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush defenderam nesta sexta-feira, em Guarulhos (SP), uma aliança estratégica entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis que ajudaria outros países a reduzir a sua dependência do petróleo e teria impactos sociais positivos. "Não é apenas uma parceria econômica. É uma parceria de acesso à energia, contribui para a geração de renda em muitos países pobres do mundo", afirmou Lula, depois da visita dos dois presidentes às instalações da Transpetro (empresa de transporte da Petrobras), em Guarulhos. Segundo o presidente, os dois países devem formar alianças com outros países para "criar bases para um mercado mundial" de etanol e diversificar a matriz energética do planeta. Bush, por sua vez, disse que "as duas maiores democracias do hemisfério" devem ajudar a América Central a reduzir a dependência do petróleo. "É do interesse dos Estados Unidos ter uma vizinhança próspera." O presidente americano concordou com o impacto social dos biocombustíveis, que, na opinião de Bush, podem gerar "grande número de empregos, distribuição de riqueza e oportunidades". No início de seu pronunciamento, no entanto, Bush justificou o interesse americano nos biocombustíveis como uma medida necessária para diminuir a dependência dos Estados Unidos em relação ao petróleo e aos países que o fornecem. "Estou muito otimista de que podemos nos beneficiar dessas fontes de energia alternativas", afirmou o presidente americano. Obsessão Bush, que chegou à Transpetro por volta de 10h30, foi levado para conhecer o processo de produção do etanol e o funcionamento de um motor flex, que funciona tanto à base de gasolina como de álcool. Inicialmente, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, mostrou ao mandatário americano amostras de cana-de-açúcar, além de algumas fontes das quais podem ser extraídos biocombustíveis como mamona, sementes de girassol, soja e algodão. Logo depois, os presidentes seguiram, acompanhados dos respectivos intérpretes, para a exposição do motor flex, cujo funcionamento foi explicado a Bush por funcionários da Ford e da GM. Lula lembrou que a idéia de uma parceria entre Brasil e Estados Unidos na área de combustíveis nasceu durante a primeira visita de Bush ao Brasil, em 2005, e não escondeu que se sente, em parte, responsável pelo atual entusiasmo de Washington pelo assunto. "É importante lembrar que quando o presidente foi a Brasília, eu tinha uma obsessão com os biocombustíveis", disse Lula. "Eu penso que foi importante, porque nem sempre o mundo está preparado e apto para mudanças importantes, se não houver incansáveis debates até as pessoas se convencerem de que o planeta Terra precisa ser despoluído", acrescentou. Meio ambiente Em seu pronunciamento, Lula destacou ainda que a parceria com os Estados Unidos "possibilitará a democratização do acesso à energia" e a diminuição da pobreza e será uma ferramenta para preservar o meio ambiente. Bush elogiou a declaração de Lula e a tecnologia de produção de etanol, que, de acordo com o presidente americano, "deve estar disponível para outros". O presidente americano também destacou que pretende investir US$ 1,6 bilhão em pesquisa no setor e disse que China e Índia também deveriam "entender o potencial" dos combustíveis alternativos. Bush também disse pelo menos três vezes que os biocombustíveis permitem um melhor controle do meio ambiente, mas não citou o aquecimento global. Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de gases que provocam o efeito estufa, e Bush se recusou a adotar o protocolo de Kyoto para combater as mudanças climáticas. Depois da visita ao terminal da Transpetro, o presidente americano seguiria de volta para o hotel Hilton na zona sul de São Paulo, onde passou a noite, e lá voltaria a se encontrar com Lula para um almoço. |
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