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América Latina vive estabilidade inédita, diz relatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira indica que a América Latina vive um momento inédito de estabilidade econômica e política, mas precisa tomar medidas para evitar riscos em áreas essenciais para o seu desenvolvimento. O relatório Latin America@Risk aponta incertezas sobre choques econômicos externos, mudanças no clima, instabilidade política e desigualdade social e descreve como isso tudo pode afetar a América Latina. O documento diz que "o nível de estabilidade dos regimes democráticos da América Latina durante as últimas duas décadas não é superado na história". Em tom semelhante, em outros trechos, o relatório diz que "nos últimos três anos, a América Latina desfrutou de seu mais forte ciclo de crescimento econômico em três décadas" e que o panorama é "favorável" na região. Por outro lado, o documento diz que há uma "crescente divisão política entre os países que querem maior participação na economia mundial e aqueles que rejeitam a liberalização e o livre comércio, ameaçando a harmonia regional e a integração comercial". "Tanto acordos comerciais bilaterais quanto multilaterais devem ser buscados para reforçar laços regionais", afirma o relatório. "A região não deve permitir que diferenças políticas prejudiquem a integração." Protecionismo e populismo O relatório destaca os riscos do protecionismo nos países mais ricos, como os Estados Unidos e os membros da União Européia, que poderiam ter "impactos políticos e econômicos severos (particularmente em regiões em desenvolvimento como a América Latina)". "A questão em aberto é: até que ponto os Estados Unidos e a União Européia vão se tornar mais parecidos com uma América Latina populista, em vez de a América Latina se tornar mais parecida com os Estados Unidos e a União Européia?", aponta o documento. "Em particular, os países latino-americanos devem tentar explorar sua vantagem comparativa em estabelecer nichos, como biocombustíveis e energia renovável", acrescenta. Mas o relatório adverte que existe o risco de que a crescente demanda por biocombustíveis se torne uma causa de maior desmatamento "em países como o Brasil". O documento do Fórum Econômico Mundial alerta também para o risco da maior dependência de commodities das economias regionais. Por isso, "qualquer diminuição da produção industrial dos Estados Unidos ou desaceleração do crescimento da China vai atingir as economias do México e do Brasil (que respondem por dois terços do PIB regional)". Na semana que vem, o Fórum Econômico Mundial realiza no Chile uma reunião em que devem ser discutidas as conclusões do relatório. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser um dos presentes. |
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