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Brasil não vai aderir ao Banco do Sul sem discussão, diz assessor de Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta segunda-feira que o Brasil não vai aderir ao Banco do Sul sem que possa discutir melhor a concepção do projeto. “O Brasil não vai comer o prato feito por outros”, disse Garcia à imprensa, durante a 1ª Cúpula Energética Sul-americana, que está sendo realizada em Porlamar, na Venezuela. “Nós queremos entrar na cozinha e participar da elaboração deste prato.” O Banco do Sul é uma iniciativa dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner, que – segundo eles – serviria de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para auxiliar economicamente países em crise. O Banco contaria com verba inicial de US$ 7 bilhões. ‘Rasgar’ Garcia disse que o projeto é “tecnicamente embrionário”, e que o Brasil só vai aderir se puder participar da formação do projeto desde o começo. Ele ressaltou que o Brasil foi um dos primeiros países a sugerir a criação de um banco na região, mas que ficou de fora do projeto lançado por Chávez e Kirchner. No sábado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito em Washington que o Brasil quer ingressar como sócio pleno no Banco do Sul. No entanto, ele havia ressaltado que seria preciso “rasgar” o termo de compromisso assinado por Argentina e Venezuela e firmar um novo documento, para poder receber as adesões de Brasil, Bolívia e Equador, países que se mostraram simpáticos ao Banco. Etanol Lula e o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, chegaram a Porlamar nesta segunda-feira para a Cúpula Energética, que funciona no âmbito da Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa). Pela manhã, o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, esteve reunido com outras autoridades sul-americanas para esboçar ações conjuntas sobre integração energética do continente. Nesta terça-feira, Lula participa do encontro de chefes de Estado, no qual deve ser divulgada uma declaração conjunta. Segundo Marco Aurélio Garcia, os ministros estão próximos de um consenso, que envolverá, entre outros temas, a produção de combustíveis a partir de alimentos. O assessor especial disse que as críticas feitas por Chávez aos biocombustíveis “já foram atenuadas” e que houve uma “falsa oposição entre biocombustíveis e petróleo”. O Brasil deve retomar em breve a exportação de etanol para a Venezuela, que é usado no país de Chávez como aditivo na gasolina. “Não há incompatibilidade (entre petróleo e etanol)”, disse Garcia. “Muito pelo contrário. Se juntarmos biocombustíveis, gás, petróleo, recursos hidrelétricos e outros recursos energéticos, vamos perceber que a América do Sul será em muito pouco tempo a maior potência energética do mundo.” Os principais temas da Cúpula em Porlamar são os assuntos energéticos, como biocombustíveis, a construção de gasodutos pela América do Sul e a criação da Organização de Países Produtores e Exportadores de Gás do Sul (Oppegasur), uma espécie de Opep dos pólos de gás natural. Na segunda-feira, Chávez e Kirchner se reuniram separadamente para discutir formas de agregar outros países – como Brasil e Bolívia – ao projeto da Oppegasur. Além da pauta de energia, no entanto, as autoridades dos 12 países da Casa também estão discutindo outros assuntos de integração regional, como o Banco do Sul. |
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