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Etanol do Brasil pode substituir 5% da gasolina até 2025, diz governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estudos divulgados pelo governo brasileiro nesta quinta-feira afirmam que o Brasil tem condições de substituir 5% da gasolina consumida mundialmente com o etanol produzido no país até 2025, se houver melhor aproveitamento da estrutura nacional e crescimento da demanda mundial por biocombustíveis. "Isso sem utilizar irrigação de áreas ou grandes tecnologias", afirma Oswaldo Oliva Neto, chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. "Se o Brasil fizer um esforço com técnicas mais avançadas, é possível substituir até 10% da gasolina no mercado mundial." Segundo a pesquisa divulgada pelo NAE – dividida em três estudos produzidos por especialistas do setor privado, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – esse cenário dependeria de duas condições: o crescimento da demanda por etanol no mercado mundial e o aumento da indústria da cana-de-açúcar no Brasil. O estudo prevê que, em 18 anos, o consumo mundial de gasolina vai subir dos atuais 1,15 trilhão de litros por ano para 1,7 trilhão. Parte desta demanda poderia ser atendida com etanol misturado à gasolina comum, como acontece hoje no mercado brasileiro. Segundo a pesquisa, o etanol se torna atraente como componente para mistura com a gasolina quando o preço do barril do petróleo oscila entre US$ 40 e US$ 80. Fora dessa margem, o etanol se tornaria uma opção cara demais para ser misturada na gasolina. Produção maior Caso a demanda mundial pelo etanol cresça o projetado, a indústria da cana-de-açúcar brasileira também teria de aumentar sua produção para atingir o potencial projetado pelo NAE. "O modelo brasileiro de produção de etanol precisa ser mudado. Hoje, ele existe para atender a demanda interna. Se quisermos aproveitar oportunidades no exterior, precisamos ter um modelo de produção para exportação", afirma Oliva Neto. Na avaliação do NAE, a área plantada de cana de açúcar também teria de aumentar – dos atuais 1,5 milhão de hectares para 4,5 milhões. A pesquisa do governo brasileiro mapeou 12 regiões brasileiras onde a cana poderia ser plantada com eficiência e sem ameaçar áreas de proteção ambiental, florestas ou outras culturas agrícolas. Meio ambiente "Os ambientalistas (que reclamam do impacto de uma provável monocultura da cana) estão certos. É inadequado plantar cana em áreas ecológicas ou empurrando outras culturas para fora", diz o chefe do NAE. As terras mapeadas pelo NAE – que são utilizadas hoje por pequenos agricultores – estão em 11 Estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Oliva Neto ressalta que o desenvolvimento projetado no estudo prevê uma expansão do setor privado de cana-de-açúcar, sem incentivos do governo brasileiro. "O que o governo precisa fazer é criar marcos regulatórios e cuidar da infra-estrutura, melhorando as estradas e portos", diz. A pesquisa sobre biocombustíveis faz parte do projeto "Brasil Três Tempos", do NAE, que identifica áreas nas quais o Brasil teria de melhorar para se tornar uma nação plenamente desenvolvida até 2022, quando o país completa 200 do aniversário da Independência. |
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