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Barack Obama: Biocombustíveis do Brasil são exemplo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidenciável democrata americano Barack Obama disse à BBC Brasil que ''o Brasil fez um excelente trabalho em estimular a sua indústria de combustíveis alternativos''. E acrescentou que ''os Estados Unidos devem seguir esse exemplo''. Na semana passada, Obama elogiou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis, mas alertou para os riscos de que o país venha a substituir a sua dependência de petróleo importado pela dependência do etanol brasileiro. Indagado sobre o que achava da proposta feita pelo governo brasileiro de que os Estados Unidos reduzam a taxa de US$ 0,54 (R$ 1,13) por galão cobrada sobre o etanol que o Brasil exporta para o país, o senador desconversou. ''Eu não vi os detalhes do acordo. É preciso ver os termos do acordo antes de comentar'', afirmou, em referência ao memorando de cooperação na produção de etanol que Brasil e Estados Unidos firmaram durante a visita do presidente George W. Bush ao país. Obama esteve entre os senadores que apoiaram a medida que estendeu a sobretaxa que os Estados Unidos cobram sobre o etanol importado até janeiro de 2009. O senador representa o Estado de Illinois, um dos maiores produtores de milho e de etanol dos Estados Unidos. O projeto foi apresentado pelo senador Charles Grassley, do Estado de Iowa, que é o maior produtor americano tanto de milho como do biocombustível. O etanol americano é obtido a partir do milho. Os comentários do senador foram feitos após sua participação no Fórum Presidencial Bipartidário, um evento realizado nesta quarta-feira em Washington e promovido pela Associação Internacional de Bombeiros, entidade que conta com 280 mil membros nos EUA e no Canadá. Elogios e ressalvas Durante um discurso no Senado realizado semana passada, Obama disse que ''uma maior produção de etanol por parte do Brasil poderia estimular o desenvolvimento econômico sustentável na região e reconfigurar a geopolítica de energia na região, reduzindo a influência propiciada pelo petróleo de Hugo Chávez, da Venezuela''. Mas Obama acrescentou que ''substituir o petróleo importado por nosso país pelo etanol brasileiro não atende aos nossos interesses nacionais e econômicos. Em outras palavras, aqueles que advogam substituir a produção de biocombustíveis americanos pela exportação brasileira de etanol, por mais bem intencionados que sejam, não compreenderam nosso desafio energético de longo prazo e estão ignorando uma valiosa oportunidade de política externa''. De acordo com o senador, ''os Estados Unidos precisam ampliar dramaticamente sua produção doméstica de biocombustíveis e não abraçar um ajuste que desestimule investimento na expansão da indústria nacional de combustíveis renováveis''.
O representante do Illinois afirmou que ''transferir tecnologia para os vizinhos dos Estados Unidos no Caribe e na América do Sul irá ajudá-los a empregar seus próprios recursos para produzir etanol ambientalmente limpo e reduzir as suas contas de gasolina, promovendo, dessa forma, estabilidade econômica no Caribe e na América do Sul e fortalecendo a relação entre Brasil e Estados Unidos''. Obama concluiu que será ''vital que o presidente Bush mantenha o Congresso envolvido em cada passo dado'' na parceria entre os dois países na produção de combustíveis renováveis. Obama acrescentou que ''essa relação deve ser estruturada de forma a não dificultar a produção nacional de biocombustíveis ou o desenvolvimento de tecnologias que possam aprimorar a nossa segurança energética''. Autonomia Durante seu pronunciamento nesta quarta-feira, em Washington, o senador voltou a falar das oportunidades representadas pelos biocombustíveis para a indústria nacional americana e para a busca do país por autonomia energética. O político do Illinois foi um dos poucos presidenciáveis presentes ao fórum que tratou de biocombustíveis em seu discurso. O tema esteve ausente dos pronunciamentos de Hillary Clinton, John Edwards e John McCain. Obama afirmou que não faz sentido que os Estados Unidos paguem ''US$ 800 milhões pelo petróleo de algum ditador do Oriente Médio, quando podemos investir em combustíveis renováveis aqui mesmo em Iowa ou no meu Estado natal, Illinois''. |
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