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Uribe diz a Bush que Colômbia quer produzir mais etanol | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou neste domingo, em entrevista ao lado do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que seu país quer seguir os passos do Brasil e aumentar a produção de etanol. Uribe disse também que espera apoio dos Estados Unidos para atingir esse objetivo. “Hoje, a Colômbia é o segundo maior produtor de biocombustíveis da América do Sul, ficando atrás apenas do Brasil”, afirmou Uribe. O colombiano recebeu neste domingo em Bogotá o presidente americano, que está em viagem a países da América Latina. “Produzimos mais de um milhão de litros de etanol por dia, mas queremos aumentar essa produção e sem destruir uma só árvore de nossas florestas.” Fortes protestos A chegada de Bush à capital colombiana, onde passou apenas sete horas antes de embarcar para a Guatemala, gerou fortes protestos no país. Cento e vinte e sete pessoas foram presas em confrontos com a polícia e o exército, que dispararam jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo para conter as manifestações. Também houve protestos na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. Manifestantes venezuelanos, segundo a polícia, bloquearam o trânsito na ponte internacional San Antonio do Táchiram que liga os dois países. A manifestação foi contra a presença de Bush em território colombiano. Mais cedo, dois “pequenos explosivos”, segundo a polícia, deixaram dois feridos nas cidades colombianas de Cali e Boaventura. O sistema de segurança para a visita de Bush à Colômbia incluiu mais de 20 mil soldados, de acordo com o Ministério do Interior, e a lei seca (proibição de venda de bebidas alcoólicas) durante todo o domingo. Dias antes da chegada de Bush ao país, a polícia revelara que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) poderiam estar preparando atentados contra o presidente americano. Livre Comércio Dois assuntos dominaram a agenda do encontro entre Bush e Uribe, além dos biocombustíveis: o Plano Colômbia, de combate ao narcotráfico e guerrilha, e o Tratado de Livre Comércio (TLC), que espera ratificação dos congressos dos Estados Unidos e da Colômbia. O presidente americano disse que vai trabalhar “intensamente” para que o TLC seja aprovado pelo Parlamento dos Estados Unidos. Bush acrescentou seu respaldo ao Plano Colômbia, que completou sete anos e tem recursos americanos previstos para este ano e o próximo. O presidente americano chegou a Colômbia quando ainda existem fortes acusações de envolvimento de paramilitares com políticos ligados ao governo colombiano. Uribe aproveitou a presença do líder americano, durante entrevista coletiva à imprensa, para discursar sobre suas medidas contra os paramilitares e a guerrilha – plano chamado Segurança Democrática.
“Nosso total objetivo é derrotar o terrorismo”. Bush completou dizendo que apóia a investigação de “paramilitares” ou “quem seja” envolvido com crime. O presidente americano fez um apelo para sejam libertados três americanos seqüestrados pelas Farc. Uribe preferiu não criticar o colega venezuelano, Hugo Chávez, quando lhe perguntaram se está sendo exagerada a influência dele na América Latina. O presidente colombiano respondeu que assim como aumenta a integração com Estados Unidos, através do TLC e do Plano Colômbia, também está ampliando a relação com os demais países da região. Da Colômbia, Bush parte para a Guatemala e de lá para o Mexico, terminando seu giro pela América Latina. |
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