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Depois de Washington, Lula deve ir a Caracas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas semanas depois de ser recebido em Camp David, a casa de campo do presidente americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir à Venezuela para uma reunião dos países da América do Sul. Lula ainda não confirmou a viagem, mas ela já consta na pré-agenda do presidente, que normalmente só confirma suas viagens com poucos dias de antecedência. O compromisso da Venezuela é a reunião de cúpula energética da Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa), dias 16 e 17 de abril, em Caracas. O grupo foi criado em 2004, no Peru, e tem o Brasil como um de seus maiores incentivadores. O encontro foi proposto pelo presidente Lula durante a reunião de cúpula de Cochabamba, em dezembro, e a data foi acertada na reunião de cúpula do Mercosul, realizada em janeiro no Rio de Janeiro. A embaixada da Venezuela em Brasília informou que nenhum presidente confirmou presença no evento ainda, mas espera-se que vários deles compareçam à reunião. O grupo é integrado pelos 12 países da América do Sul. Integração energética A integração energética é um dos temas mais importantes para a América do Sul. Serão discutidos o Gasoduto do Sul, um gasoduto que ligaria a Venezuela à Argentina, passando por Brasil e outros países da região. Também estão na pauta discussões sobre bioenergia e outras formas de energia limpa. A próxima viagem ao exterior do presidente Lula será justamente a visita a Camp David, dia 31 de março. É a primeira vez que um latino-americano é recebido no local pelo presidente George W. Bush, no governo desde janeiro de 2001. O governo brasileiro recusa o papel de intermediário nas cada vez mais deterioradas relações entre Estados Unidos e Venezuela, mas o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, reconheceu que a América Latina deve ser assunto no encontro entre os presidente Lula e Bush nesta sexta-feira, em São Paulo. Mas ele disse que as divergências entre o presidente Hugo Chávez e Bush são um problema bilateral. “Isso é problema da Venezuela com os Estados Unidos, não é problema nosso”, afirmou. O presidente Lula confirmou nesta quinta-feira, durante encontro com o presidente alemão, Horst Köhler, que aceitou o convite da primeira-ministra Angela Merkel para participar da reunião ampliada do G-8, em junho, na Alemanha. |
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