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Problema de saúde de Fidel pode mudar o país, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O afastamento do presidente Fidel Castro do governo de Cuba por problemas de saúde foi o grande destaque do jornal americano Miami Herald. O jornal comenta que a crise de saúde poderia transformar a ilha e traz ainda uma reportagem sobre os cubanos que vivem em Miami e foram às ruas comemorar a notícia. "Por duas gerações, os cubanos de Miami vêm esperando pacientemente pela notícia que chegou na segunda-feira à noite via celular, televisão, BlackBerries e rádios: Fidel Castro não é mais o líder de Cuba. Pelo menos temporariamente", diz o jornal. Segundo o Miami Herald, Little Havana, o bairro cubano da cidade, foi tomado por milhares de pessoas, que promoveram buzinaços e panelaços em comemoração pela notícia de que os dias de Fidel Castro podem estar chegando ao fim. Os programas de rádio voltados para a comunidade cubana também passaram a noite comentando a notícia, com muitos espectadores ligando para desejar a morte de Fidel, mas, segundo o jornal, alguns apresentadores pediram cautela, já que "a morte ainda não foi confirmada". Sucessão Na Argentina, o jornal La Nácion especula sobre os possíveis sucessores de Fidel, apostando em três nomes: o de seu irmão e ministro da Defesa, Raúl Castro, que assumiu interinamente o poder, o chanceler, Felipe Pérez Roque, e o ex-chanceler e atual presidente da assembléia nacional cubana, Ricardo Alarcón. "Os três encarnam setores distintos e complementares do regime que domina a ilha desde 1959. Raúl Castro é a linha mais tradicional (...) mas como Fidel, também representa a gerontocracia", diz o jornal. "Pérez Roque, apesar de seus 41 anos de idade, pode ser o que melhor representa a linha dura, conservadora. Muitos acreditam em Havana que ele é o eleito de Fidel para encaminhar a sucessão sob a supervisão temporária de Raúl Castro." Alarcón, descreve o La Nación, foi a mão direita de Fidel quando a América Latina iniciava seu processo de democratização. Oriente Médio Nos Estados Unidos, o ex-presidente americano Jimmy Carter assina um editorial no jornal Washington Post, afirmando que é preciso acabar com o uso de "band-aids" no Oriente Médio. "O Oriente Médio é uma caixa inflamável, com alguns jogadores-chave de todos os lados esperando por cada oportunidade para destruir seus inimigos com tiros, bombas e mísseis." Carter lembra que a troca de reféns israelenses por prisoneiros árabes foi uma prática bem-sucedida no passado, mas que, desta vez, a captura de soldados israelenses por militantes palestinos, na Faixa de Gaza, e pelo Hezbollah, no Líbano, provocaram uma onda de violência. "É indiscutível que Israel tem o direito de se defender contra ataques aos seus cidadãos, mas é desumano e contraproducente punir populações civis na esperança ilógica de que, de algum modo, eles vão culpar o Hamas e o Hezbollah por ter provocado a resposta devastadora", afirma Carter no artigo. Segundo o ex-presidente americano, mesmo que o Conselho de Segurança da ONU adote e implemente uma resolução que leve a uma solução eventual para a crise, seria apenas mais um "band-aid", mais um alívio temporário. "Tragicamente, o atual conflito é parte do inevitavelmente repetitivo ciclo de violência que é resultado da ausência de um acordo amplo no Oriente Médio, exacerbado pela ausência quase imprecendente de seis anos de qualquer esforço real para atingir este objetivo." "As pessoas do Oriente Médio merecem paz e justiça, e nós na comunidade internacional devemos a eles nossa forte liderança e apoio", conclui Carter. Psicologia da guerra Em Israel, o diário Jerusalem Post traz um editorial analisando a psicologia do conflito no Oriente Médio e culpando o Hezbollah por usar a população civil em uma tentativa de obter apoio internacional contra Israel. "Ninguém, nem mesmo o Hezbollah, espera vencer Israel militarmente. Mas para o Hezbollah, a vitória não se trata de exterminar Israel - apesar de que, quanto mais vítimas, melhor - mas sim de garantir que o Hezbollah permaneça vivo e intacto como uma força política e de luta depois do fim das hostilidades", diz o editorial. "Conseguir demonstrar sua habilidade de lutar e sobreviver é chave para manter a imagem da organização como principal movimento de 'resistência' no mundo islâmico e chegar mais perto de seu objetivo final de liderar os esforços para eventualmente destruir o Estado israelense." Segundo o jornal, Israel tem um objetivo muito mais claro, o de garantir que o Hezbollah não represente mais uma ameaça para o país. "Se tem alguma coisa que o Hezbollah aprendeu com a história é que a morte de civis é vantajosa para ele." "O Hezbollah usa a população civil como uma arma psicológica crítica que tem como alvo a opinião mundial", afirma. Exterminado E na Grã-Bretanha, o jornal Daily Mail destaca o encontro do governador da Califórnia, Arnold Scwarrzenegger, com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, sob a manchete "Quando o exterminador se encontrou com o exterminado". Os dois se reuniram na Califórnia para discutir os problemas do aquecimento global e brincaram e contaram piadas antes de dar uma entrevista coletiva. Um repórter perguntou a Schwarzenegger que emprego Blair deveria procurar depois de deixar o governo britânico, e ele sugeriu a chefia da ONU, mas disse que, "se Blair estiver interessado em atuar em Hollywood, ele poderia conseguir para ele um papel no Exterminador 4". Tony Blair riu e respondeu dizendo que foi a melhor oferta que recebeu até agora, de fato, a única. |
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