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Atualizado às: 26 de julho, 2006 - 19h02 GMT (16h02 Brasília)
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Israel tem pior dia em confronto no Líbano
Soldados israelenses preparam camuflagem antes de cruzar a fronteira com o Líbano
Morte de soldados não foi confirmada pelo Exército de Israel
O Exército de Israel teve o pior dia em termos de baixas desde o começo do confronto no Líbano nesta quarta-feira. Autoridades israelenses confirmaram que oito soldados do país morreram em combates e que outros 22 ficaram feridos.

Redes de televisão árabes divulgaram um número ainda maior: 13 mortos. Mas o Exército de Israel negou o dado.

Até esta quarta, nove soldados israelenses tinham morrido nos confrontos dentro do território libanês. Com isso, o número total de israelenses mortos, incluindo civis, desde o dia 12 chegou a 50 – no dia 12, soldados do país foram sequestrados pelo grupo militante Hezbollah, o que iniciou o confronto.

Não se sabe quantos homens do Hezbollah morreram nos confrontos desta quarta. Israel afirma que já matou 130 militantes ao todo. O grupo até esta quarta-feira admite a morte de 28 combatentes. Mais de 405 libaneses – a grande maioria civis – já morreram nas quase duas semana de guerra. Outras 2 mil pessoas já ficaram feridas.

O confronto desta quarta ocorreu no entorno da cidade de Bint Jbail, que é considerada uma das mais importantes bases do Hezbollah no sul do Líbano.

Israel havia dito na terça-feira que havia capturado a cidade de Bint Jbail, o que foi confirmado pelas Nações Unidas, mas negado pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.

As mortes dos soldados mostram que a região não está sob controle israelense.

Fontes ligadas ao grupo militante afirmaram que eles também atacaram forças israelenses na cidade de Maroun al-Ras, matando um soldado israelense. O vilarejo, que fica próximo da fronteira com Israel e de Bint Jbail, foi tomado pelos israelenses no sábado. O Exército afirmou ter matado um alto-comandante do Hezbollah, identificado como Abu Jaafar, nos confrontos.

O major Tzvika Golan afirmou para a agência de notícias Reuters que sabia que seus homens estavam entrando em um “ninho perigoso” ao avançar dentro do território do país vizinho.

“Sabíamos que estávamos entrando em um ninho perigoso, com o qual precisamos lidar de forma lenta.” Ele disse ainda que o confronto tem ocorrido de casa em casa.

Além dos soldados e dos tanques, Israel também tem usado sua Força Aérea para tentar controlar o sul do Líbano e criar o que chama de “uma zona de segurança” na fronteira.

Nesta quarta, a Força Aérea realizou pelo menos 70 ataques no sul do país, além de ter realizado ataques em várias partes do país. Em um ataque com míssil no sul, quatro observadores da ONU morreram.

Apesar de toda a ação, o Hezbollah também disparou novos mísseis contra a cidade israelense de Haifa.

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